O Acre vive um cenário extremo marcado por eventos climáticos opostos no mesmo ano: uma cheia de grandes proporções e, poucos meses depois, uma estiagem severa. A situação, segundo o secretário estadual de Agricultura, Luis Tchê, já compromete a subsistência de famílias rurais, com a falta de água e de alimentos atingindo diversas comunidades.
De acordo com Tchê, a estiagem prolongada secou reservatórios construídos em 2024 pela Secretaria de Agricultura (Seagri), reduzindo drasticamente a capacidade de produção. Em alguns casos, produtores precisam percorrer longas distâncias para conseguir água potável. O secretário destacou a necessidade urgente de implantar tecnologias como geomembranas para forrar tanques e açudes, evitando infiltrações e garantindo maior armazenamento hídrico.
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A Seagri também tem fornecido água e cestas básicas para comunidades afetadas, mas o titular da pasta afirma que a estrutura disponível é insuficiente diante da demanda. Ele reforçou a importância de apoio federal para enfrentar o problema, lembrando que os agricultores locais também exercem papel essencial na preservação da floresta, o que demanda investimentos específicos.
O governador Gladson Cameli decretou situação de emergência em todo o estado, com validade de 180 dias, devido à seca e às altas temperaturas. A previsão é de que as chuvas só retornem no final de outubro ou novembro, o que prolongará o período crítico para produtores e para o abastecimento rural.
O cenário acende alerta para a necessidade de ações estruturantes, que reduzam a vulnerabilidade da produção agrícola às mudanças climáticas e garantam segurança alimentar e hídrica para as populações do campo.