O estado do Acre alcançou em 2025 a posição de menor custo médio para instalação de energia solar no Brasil, segundo levantamento da empresa Solfácil. De acordo com os dados divulgados, o preço médio do Watt-pico (Wp) no estado ficou em R$ 2,24, valor inferior à média nacional de R$ 2,51/Wp e abaixo de estados como Alagoas (R$ 2,27/Wp) e Amazonas (R$ 2,31/Wp).
Mesmo com os desafios logísticos característicos da região Norte, o Acre se destacou em meio a um cenário de alta nos equipamentos fotovoltaicos, provocada pela nova taxa de exportação da China, principal fornecedora mundial. A queda no preço do polissilício, insumo essencial para a fabricação das placas, contribuiu para a redução nos custos e impulsionou a competitividade acreana.
Advertisement
O estudo também aponta que a geração distribuída segue em expansão no Brasil. Até junho de 2025, o país registrou mais de 3,66 milhões de sistemas solares conectados à rede elétrica, sendo os consumidores residenciais os principais responsáveis por essa evolução. Apenas nos seis primeiros meses do ano, foram 419 mil novas conexões, especialmente em instalações de pequeno porte.
Os dados revelam uma mudança no perfil dos usuários: 46% dos novos sistemas instalados no Brasil em 2025 tinham potência entre 3 e 6 kilowatts-pico (kWp), configuração comum em residências e pequenos comércios. Esse número representa um crescimento expressivo em comparação com 2017, quando a mesma faixa correspondia a 35% das instalações.
Atualmente, 82% dos sistemas fotovoltaicos estão presentes em residências. Setores comercial e rural somam 8% cada, e a indústria responde por apenas 1%. Para o CEO da Solfácil, Fabio Carara, o cenário favorece o investimento de famílias e pequenos empreendedores: “Com a redução no custo das placas e o aumento constante nas tarifas de energia, o retorno do investimento ocorre geralmente em menos de três anos.”
Advertisement
O estudo também destaca a região Centro-Oeste como líder nacional em proporção de unidades consumidoras com energia solar, com 9,5% das instalações. A tendência de crescimento se mantém em diversas regiões, impulsionada por fatores econômicos e pelo interesse crescente em alternativas sustentáveis.