O governo do Acre mantém ações intensificadas de vigilância e prevenção contra a Influenza Aviária, mesmo sem o registro de casos no estado. A medida foi reforçada após a confirmação, em 15 de maio, do primeiro foco da doença em avicultura comercial de alta patogenicidade no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, conforme comunicado do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
No Acre, as ações são coordenadas pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), que tem executado medidas como vigilância ativa em criações comerciais e de subsistência, capacitação de servidores, fiscalização em postos fixos, campanhas educativas, orientação técnica a produtores e atualização do plano de contingência. As ações visam manter o status sanitário do estado como livre da Influenza Aviária.
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Segundo o Mapa, o risco de infecção em humanos é considerado baixo e está restrito a profissionais com contato direto e prolongado com aves contaminadas. Ainda assim, o órgão federal determinou estado de emergência zoossanitária por 60 dias no município afetado e ativou o Plano Nacional de Contingência.
No Acre, o coordenador estadual do Programa de Sanidade Avícola, Everton Arruda, afirmou que o Idaf vem orientando produtores e a população sobre a necessidade de notificar qualquer suspeita da doença. “Se o produtor observar alteração no comportamento das aves, é recomendável acionar o Idaf do seu município. A colaboração dos cidadãos é essencial para manter a sanidade avícola”, explicou.
O Serviço Veterinário Oficial do Acre, que realizou treinamento para situações de emergência em Cruzeiro do Sul no ano anterior, está preparado para atuar caso algum foco seja identificado. “Temos uma equipe treinada e um sistema eficiente. Isso nos dá confiança de que não teremos casos no estado”, concluiu Arruda.