A possível candidatura do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, ao governo do Acre em 2026 entrou na pauta pública após declarações de integrantes de sua gestão e de aliados políticos, além de manifestações do próprio prefeito em entrevistas recentes. Em 17 de outubro, Bocalom disse que “o futuro a Deus pertence” ao ser questionado sobre disputar o governo e lembrou a eleição de 2010, quando perdeu por diferença inferior a 5 mil votos; segundo afirmou, “onde eu passo, principalmente os mais velhos falam de 2010”.
O secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, declarou que há uma “pressão positiva” de aliados para que Bocalom entre na disputa e relatou incentivo de secretários e apoiadores. “Os secretários têm incentivado, sim, e a opinião geral é que ele deveria disputar”, disse, ao defender que o prefeito leve ao interior ações destacadas da atual gestão em Rio Branco. Ferreira acrescentou que esse movimento já impulsiona discussões internas sobre comunicação e alinhamento político em torno de um eventual projeto eleitoral.
No Legislativo da capital, o presidente da Câmara Municipal, Joabe Lira, afirmou em entrevista ao podcast Em Cena, do portal ContilNet, que a população tem pedido que Bocalom seja candidato ao governo, reforçando a leitura de que o nome do prefeito passou a circular com mais intensidade na agenda de 2026. As falas de Joabe e de Cid ocorrem em paralelo a agendas de Bocalom no interior por meio da Associação dos Municípios do Acre (Amac), da qual é presidente, o que amplia sua exposição junto a prefeitos e lideranças regionais.
As movimentações têm repercussão no campo político do governo estadual. A vice-governadora Mailza Assis (PP) é citada como possível candidata do grupo do governador Gladson Cameli (PP), e a hipótese de duas pré-candidaturas no mesmo campo é avaliada como fator de divisão da base. Nos bastidores, aliados e críticos consideram que a sobreposição de projetos pode fragmentar o apoio no campo conservador e alterar o desenho das alianças para 2026.
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Até aqui, Bocalom não confirmou candidatura e mantém a posição de que o tema será decidido no tempo apropriado. As declarações de aliados, o resgate do desempenho de 2010 e a intensificação de agendas no interior formam o quadro atual do debate, que se desenvolve enquanto partidos e grupos políticos ajustam estratégias para a sucessão estadual.