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Audiência na Aleac discute falência da BR-364 e cobra reconstrução da rodovia

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A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou na quarta-feira (7) uma audiência pública para debater a situação da BR-364, principal rodovia que liga a capital Rio Branco ao Vale do Juruá. O encontro foi convocado pelo deputado André Vale (Podemos) diante dos riscos de isolamento enfrentados por municípios do interior devido às más condições da estrada e da ponte sobre o Rio Caeté, no km 282, em Sena Madureira.

Durante a audiência, o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Acre, Ricardo Araújo, afirmou que a BR-364 entrou em estado de falência. Segundo ele, a combinação de solo instável, ausência de balanças para controle de peso e a falta de manutenção adequada agravaram o quadro. Ricardo anunciou a liberação de R$ 300 milhões para início das obras de reconstrução ainda em maio.

André Vale defendeu ações urgentes e duradouras, destacando a importância da rodovia para o escoamento da produção, transporte de pessoas e acesso a serviços públicos. O parlamentar afirmou que a BR-364 deve ser tratada como uma política de Estado e apresentou duas propostas: a formação de uma comitiva para acompanhar o início das obras e outra para negociar com o governo federal a ampliação dos recursos para recuperação da estrada.

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) reforçou a necessidade de reconstrução com base em soluções técnicas como o uso do macadame, reconhecendo a dificuldade de aplicar a tecnologia em toda a extensão da via de forma imediata. Ele também destacou que a BR-364 representa cidadania e criticou a ausência de investimentos no período anterior.

A audiência foi marcada pela baixa presença de parlamentares. Apenas sete dos 24 deputados compareceram, mesmo com a relevância do tema para o estado.

A Aleac deve formalizar os encaminhamentos apresentados, incluindo articulações com a bancada federal e o Ministério dos Transportes. A BR-364, com mais de 1.000 km de extensão, segue como pauta prioritária no Legislativo acreano devido ao seu papel estratégico para a integração regional e o desenvolvimento econômico do Acre.

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