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Bocalom inicia 2026 com agenda de limpeza pós-cheia e atendimento a famílias atingidas em Rio Branco

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, iniciou a agenda oficial de 2026, nesta sexta-feira, 2 de janeiro, com visitas a áreas afetadas pela cheia do Rio Acre e a abrigos que acolhem famílias desabrigadas, com foco na limpeza urbana, na saúde pública e no atendimento às pessoas atingidas pelas inundações, em diferentes pontos da capital acreana.

Logo nas primeiras horas do dia, o prefeito esteve nos bairros Base e Cadeia Velha, onde equipes da Prefeitura já atuavam na limpeza das vias e espaços públicos após a redução do nível do rio, que marcou 12,91 metros. As ações são coordenadas pela Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade, que mantém equipes de emergência trabalhando de forma contínua nas áreas centrais e turísticas. Durante o acompanhamento dos serviços, Bocalom afirmou que a resposta precisa ser imediata diante do volume de terra e resíduos deixados pela enchente. “O rio quando enche ele traz muita terra, traz muita sujeira e aí a nossa prefeitura entra pra valer”, disse.

Em declaração feita durante a limpeza, o prefeito relacionou diretamente as ações à saúde pública e pediu a colaboração da população para a manutenção dos espaços após o trabalho das equipes municipais. “Isso daqui é saúde, quando a gente faz essa limpeza toda aqui. A gente vai fazer a limpeza, depois ajuda a cuidar pra manter livre”, afirmou, ao destacar que as enchentes atingem com frequência famílias que vivem em áreas mais vulneráveis da cidade.

A agenda seguiu para a Escola Estadual Marilda Gouveia Viana, no bairro João Eduardo, utilizada como abrigo provisório. No local, 12 famílias, totalizando cerca de 52 pessoas, permanecem acolhidas. O prefeito conversou com os abrigados, participou de um café da manhã e afirmou que a presença do poder público tem o objetivo de garantir apoio durante o período mais crítico da cheia. “Quem mais precisa nesse momento, quando o rio sobe, são essas pessoas que são alagadas”, declarou, ao agradecer a parceria do Governo do Estado pelo uso da escola.

Segundo Bocalom, a gestão municipal trabalha para que as famílias possam retornar com segurança às suas casas à medida que o nível do rio continua baixando, ao mesmo tempo em que prepara soluções definitivas para quem vive em áreas de risco. Ele informou que todas as famílias atingidas já estão cadastradas para programas habitacionais e que a previsão é de entrega de unidades do programa 1.001 Dignidades e do Minha Casa, Minha Vida, em parceria com a Caixa Econômica Federal. “É apenas uma questão de tempo para termos as primeiras casas prontas”, afirmou.

O prefeito também destacou que a Prefeitura planeja a construção de mais de duas mil unidades habitacionais até o final de 2027, somadas a mais de mil previstas pelo Governo do Estado, com prioridade para famílias que vivem às margens de rios e igarapés. De acordo com ele, as áreas desocupadas passarão por ações de recuperação ambiental e monitoramento para evitar novas ocupações. “Temos que acabar com o negócio de enxugar gelo”, disse, ao defender a retirada definitiva das famílias dessas áreas.

Durante as visitas, Bocalom afirmou que o início do ano é marcado por trabalho intenso na organização da cidade após o período de cheias e que as secretarias municipais atuam de forma integrada no atendimento às famílias, com serviços de assistência social, saúde, educação e limpeza urbana. Ele ressaltou que o compromisso da gestão é com as pessoas atingidas pelas enchentes. “O nosso compromisso é com você, com as pessoas, com a dignidade das pessoas”, declarou.

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