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Crise da dengue em Rio Branco exige mobilização da população

Prefeitura amplia ações emergenciais, mas população precisa agir para conter avanço da doença

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O surto de dengue avança em Rio Branco, e a cidade já registra cerca de mil casos suspeitos apenas nas primeiras semanas de 2025. Diante da crise, a Prefeitura decretou estado de emergência e intensificou as ações de combate à doença, mobilizando 120 agentes de endemias e ampliando o atendimento nas Unidades de Referência em Atenção Primária (Uraps). No entanto, especialistas alertam que o enfrentamento à dengue não depende apenas do poder público, mas também da participação ativa da população.

A operação, realizada nesta sexta-feira (14) na URAP Roney Meirelles, marcou uma mobilização conjunta entre a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a Secretaria de Cuidados com a Cidade. O evento contou com a participação de vereadores, lideranças comunitárias e representantes do governo federal, incluindo a Força Nacional do SUS.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, reconheceu a gravidade da situação e ressaltou que apenas medidas emergenciais não serão suficientes para frear a proliferação do Aedes aegypti. “Estamos realizando um mutirão de limpeza para eliminar focos do mosquito, enquanto nossos agentes de endemias atuam nas casas, orientando a população. Além disso, ampliamos o horário de atendimento nas Uraps para atender mais pessoas”, afirmou.

Todos contra a dengue!Agentes de saúde e limpeza estão nas ruas, mas essa luta também é sua! Não deixe água parada, limpe seu quintal e proteja sua família. Rio Branco precisa de você para vencer essa batalha!

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Socorro Martins, reforçou que o combate à dengue precisa ser uma responsabilidade compartilhada. “Não basta apenas as autoridades agirem. A população precisa ter esse olhar para dentro de casa, eliminar qualquer recipiente que possa acumular água e colaborar com a fiscalização. A luta contra o Aedes aegypti depende de todos”, alertou.

Para reduzir a sobrecarga do sistema de saúde, a Semsa transformou três Uraps em unidades de referência para casos de dengue: Roney Meirelles (Adalberto Sena), Hidalgo de Lima (Sobral) e Cláudia Vitorino (Taquari). O funcionamento foi ampliado até as 22h nos dias úteis e até as 17h aos sábados, medida que visa evitar superlotação e garantir atendimento mais ágil.

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Se por um lado o poder público tem responsabilidade na resposta à crise, por outro, sem a colaboração da população, a batalha contra a dengue será ainda mais difícil. O alerta está dado: cada morador precisa fazer sua parte para evitar que a doença saia ainda mais do controle.

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