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De dívida milionária a investimentos no setor fitness: a expansão dos negócios de Paulo Henrique no Acre

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Empreender no estado do Acre exige gestão rápida de crises e adaptação constante aos movimentos da economia, realidade vivenciada pelo empresário Paulo Henrique, criador da Digicópias. Durante o terceiro episódio da quarta temporada do podcast BaroneCast, conduzido pelo fisioterapeuta Barone, o empresário expôs a construção de sua carreira, que começou em um espaço de menos de 15 metros quadrados no Terminal Urbano de Rio Branco e atravessou um passivo financeiro de R$ 1,5 milhão na pandemia de Covid-19, chegando à atual fase de investimentos financeiros e estruturais em academias de alto padrão.

A inserção no mercado próprio ocorreu após o desligamento de uma empresa de reprografia na qual trabalhou por mais de seis anos. O negócio individual começou impulsionado por um empréstimo familiar de R$ 400 e gerou um faturamento de R$ 80 no primeiro dia de portas abertas. O crescimento da operação foi financiado pelo reinvestimento contínuo do capital em insumos, como papel e toner, e pela adaptação às transições tecnológicas, evoluindo das cópias para a revelação fotográfica e, posteriormente, para a estamparia e malharia esportiva. A adoção de uma estratégia de concessão de descontos atrelada à impressão da logomarca da empresa nos uniformes massificou a presença da marca em diversos municípios do estado.

A paralisação comercial forçada pela pandemia representou a maior fratura no fluxo de caixa da trajetória da empresa. A ausência de faturamento resultou no acúmulo da dívida milionária, que incluiu multas trabalhistas superiores à marca de R$ 60 mil. Diante do colapso, a administração optou por cancelar contratos governamentais vigentes e concentrou os esforços na renegociação direta com a rede de fornecedores privados. “Ou a empresa sobrevive ou eu pago imposto”, disse Paulo Henrique ao descrever as decisões tomadas para manter a operação em funcionamento. Cinco anos após o impacto da crise sanitária, as pendências com fornecedores foram liquidadas e o patrimônio do grupo foi multiplicado por dez.

A injeção de capital mais recente da companhia migrou para o segmento de academias, fundamentada no dado estatístico de que apenas 5% da população do país frequenta ambientes de treinamento físico. O direcionamento atual engloba a aquisição de infraestrutura imobiliária de porteira fechada e a criação de espaços de treino voltados a um público de maior poder aquisitivo, com foco na entrega de estruturas com privacidade e serviços exclusivos. A consolidação dessa nova linha de empreendimentos vai reconfigurar a concorrência na oferta de serviços esportivos no mercado local, exigindo a profissionalização da mão de obra voltada à saúde e elevando o teto de investimentos no setor de bem-estar na região.

Essa é uma produção da Wave Produções

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