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Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência reforça papel feminino no avanço científico

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O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência é celebrado em 11 de fevereiro, data instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas e reconhecida pela Unesco desde 2016, com o objetivo de destacar a participação feminina na produção científica e promover igualdade de oportunidades no setor. Em 2025, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e instituições de ensino voltaram a marcar a data com manifestações públicas e a divulgação de trajetórias de pesquisadoras que contribuíram para áreas como tecnologia, biologia, medicina e física.

Em mensagem divulgada em 10 de fevereiro de 2025, a presidente da ABC, Helena B. Nader, afirmou que a ciência depende da diversidade e que é necessário reconhecer a atuação de mulheres e meninas na construção do conhecimento. “A ciência precisa da curiosidade, dedicação e resiliência das mulheres e das meninas”, declarou, ao reforçar o compromisso da instituição com a equidade de gênero e convidar a sociedade a apoiar a causa . A nota destaca que, ao longo da história, muitas cientistas tiveram contribuições relevantes sem o devido reconhecimento e defende que meninas e mulheres tenham as mesmas oportunidades para pesquisar, inovar e liderar.

O debate sobre representatividade feminina na ciência ocorre em um contexto em que pesquisadoras enfrentaram obstáculos para acessar formação, financiamento e reconhecimento acadêmico. A própria criação da data, segundo os documentos, busca enfrentar essa desigualdade histórica e incentivar novas gerações a ingressarem em carreiras científicas.

Entre os exemplos apresentados em publicação institucional de 11 de fevereiro de 2025 estão cinco cientistas que tiveram impacto em diferentes áreas do conhecimento. Gladys Mae West participou do desenvolvimento de modelos matemáticos que contribuíram para a consolidação do Sistema de Posicionamento Global (GPS), tecnologia hoje utilizada em sistemas de navegação e pesquisas ambientais. Ada Lovelace, no século 19, criou um algoritmo destinado a ser processado por uma máquina analítica, sendo reconhecida como a primeira programadora da história. Rosalind Franklin produziu imagens por difração de raios X que foram fundamentais para a compreensão da estrutura do DNA. Gertrude Elion desenvolveu métodos para a criação de medicamentos antivirais e recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1988. Marie Curie pesquisou a radioatividade, cunhou o termo e recebeu dois Prêmios Nobel, em Física e Química, tornando-se referência na área.

As instituições responsáveis pelos conteúdos destacam que ampliar a presença feminina em laboratórios, universidades e centros de pesquisa tem impacto direto na inovação e na produção de conhecimento. Ao reafirmar seu compromisso com a equidade, a ABC sustenta que apoiar meninas e mulheres na ciência contribui para o desenvolvimento científico e social do país. A divulgação das trajetórias dessas pesquisadoras também busca inspirar estudantes e fortalecer políticas de inclusão no ambiente acadêmico.

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A celebração da data, segundo os documentos, funciona como instrumento de mobilização internacional e de reflexão sobre a necessidade de reduzir barreiras estruturais ainda presentes na carreira científica. Ao reconhecer o legado de pesquisadoras e incentivar novas vocações, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência se consolida como marco anual para discutir acesso, permanência e liderança feminina na produção científica.

Fontes: PUCRS e https://www.abc.org.br/

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