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Entenda como o Acre pode ser impactado por nova taxação dos EUA sobre produtos exportados

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Uma eventual retomada de tarifas sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, como tem sinalizado o ex-presidente e atual pré-candidato Donald Trump, poderá afetar setores específicos da economia do Acre. Dados de exportação entre 2023 e 2025 mostram que, embora a participação acreana nas vendas totais do Brasil para os EUA seja pequena, alguns produtos regionais têm forte dependência desse mercado.

Entre os produtos com maior volume exportado do Acre para os Estados Unidos estão a castanha-do-pará sem casca, madeiras tropicais processadas (como compensados e serradas) e alumínio. Em 2023, por exemplo, o estado exportou mais de R$ 2,8 milhões para o mercado norte-americano. Em 2025, até o momento, o total é de aproximadamente R$ 724 mil.

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Alguns produtos se destacam pela alta concentração de exportações destinadas exclusivamente aos EUA. A madeira compensada tropical, por exemplo, teve 100% do valor exportado em 2023 com destino aos Estados Unidos. Situação semelhante ocorreu com a madeira de mogno, com 100% em 2023 e 89% em 2024, e a castanha-do-pará, com 49% da produção exportada para esse destino em 2024.

Caso medidas protecionistas sejam adotadas, como aumento de tarifas sobre produtos agrícolas e florestais, produtores locais poderão enfrentar perdas. O setor florestal, um dos principais responsáveis pelas exportações do Acre, pode ser diretamente atingido, especialmente as empresas que atuam com madeira serrada, compensada e marchetada.

A possível mudança na política comercial dos Estados Unidos preocupa porque impacta produtos que já enfrentam barreiras comerciais em outros mercados. O setor de castanha, por exemplo, que depende de compradores norte-americanos, pode sofrer com sobreoferta e redução de preços se houver dificuldade de acesso ao mercado dos EUA.

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