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Gladson centraliza negociações e admite MDB como vice na chapa de Mailza em 2026

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Em 8 e 9 de outubro, o núcleo do governo do Acre acelerou as articulações para 2026: a vice-governadora Mailza Assis visitou a direção estadual do MDB em Rio Branco e, no dia seguinte, o governador Gladson Cameli afirmou que apenas ele conduzirá as negociações para a sucessão e para a composição das vagas ao Senado, estabelecendo limites internos após a presença de secretários na agenda com os emedebistas.

Na coletiva desta quinta-feira (9), Cameli disse que o governo está “de portas abertas para fazermos qualquer aliança política que pense no futuro do Acre”, mas reforçou seu pensamento, quando perguntando sobre os secretários Luiz Calixto o chefe da Casa Civil, Jonathan Donadoni estarem dando abertura para a segunda vaga no senado: “Eles não estão autorizados a falar sobre a sucessão de 2026. Está bem claro que a Mailza é minha candidata […] e eu estou com conversas muito avançadas com o senador Márcio Bittar na segunda vaga do senado”.

A fala de Cameli ocorre após a visita de Mailza ao MDB, quando o encontro foi apresentado como um gesto de reaproximação e abertura para uma aliança em 2026. No diálogo, a vice-governadora afirmou que não é “uma candidata de [si] mesma” e convidou o MDB a integrar um “novo projeto” de governo, com participação em decisões e ações. Wagner Sales, presidente estadual do partido, respondeu que a sigla busca um projeto com foco em áreas como saúde, educação e produção rural, e não cargos imediatos.

Integrantes do governo presentes na reunião — o secretário de Governo Luiz Calixto e o chefe da Casa Civil, Jonathan Donadoni — ressaltaram o papel do MDB e aventaram espaços na futura composição: vice-governadoria e uma das vagas ao Senado, mencionando nomes como Marcus Alexandre e Jéssica Sales. Do lado do MDB, a direção indicou que pretende estar na chapa majoritária e fortalecer as nominatas proporcionais, com decisão a ser tomada após ouvir as bases.

Na mesma coletiva, questionado sobre a possibilidade de o MDB ocupar a vice de Mailza, Cameli não descartou a hipótese. “Por que não? Tudo pode acontecer”, disse, ao comentar que Jéssica Sales é “um nome muito forte” para a função. A avaliação, segundo ele, mantém o tema nas mãos do MDB, que também é assediado por outras forças e ainda avalia alternativas no campo majoritário.

Do lado emedebista, além do presidente estadual, lideranças como Marcus Alexandre registraram apoio ao andamento do diálogo. “A política é feita de gestos, e este só a senhora poderia fazer”, disse o ex-prefeito ao comentar a iniciativa de Mailza, enquanto outras vozes da sigla defenderam que a decisão final considere propostas e a construção de um arco que fortaleça as chapas de deputados estaduais e federais.

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