A operação Ptolomeu, iniciada em 2012, teve como alvo a corrupção e a lavagem de dinheiro na cúpula do governo do Acre. Realizada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União, a operação resultou em mais de 100 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça, incluindo o afastamento e a exoneração de secretários de Estado.
Com uma decisão unânime da Corte do Superior Tribunal de Justiça nesta quarta-feira, 15, determinou que o governador Gladson Cameli não será afastado do cargo por enquanto. Embora enfrentando acusações graves, a ausência de contemporaneidade dos fatos levou a ministra relatora Nancy Andrighi a considerar a possibilidade de afastamento apenas se irregularidades forem identificadas nos processos subsequentes. Essa interpretação foi aceita pelos demais ministros.
A Corte também decidiu por unanimidade aceitar a denúncia contra o governador por Peculato, Desvio, Pertencimento a Organização Criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa no contexto da operação Ptolomeu. Com essa decisão, Cameli deixa de ser investigado e passa a ser réu. Os ministros decidiram que as medidas cautelares impostas ao governador e aos demais investigados devem ser mantidas por mais um ano.
Durante a sessão, o advogado de defesa do governador, Pedro Ivo, destacou que essa é a primeira oportunidade para Cameli se defender das acusações feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.