MEIO AMBIENTE

Imazon registra queda de 41% no desmatamento em agosto e aponta pressão no Acre

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O desmatamento na Amazônia Legal caiu 41% em agosto de 2025 na comparação com agosto de 2024, segundo o Imazon, que contabilizou 388 km² de floresta derrubada no mês, início do calendário do desmatamento de 2026; Acre, Amazonas e Pará concentraram 75% da área desmatada.

O instituto informa que, apesar da redução, a perda diária ainda equivale a mais de 1,2 mil campos de futebol, e avalia que o resultado é o menor para o período desde 2017. “Isso mostra que houve uma redução […] mas a perda cumulativa da floresta continua”, disse o pesquisador Carlos Souza Jr.; para a pesquisadora Manoela Athaíde, “a queda do desmatamento deve ser celebrada, mas não podemos esquecer que a perda da floresta ainda persiste”.

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No recorte de agosto, Acre e Amazonas responderam por 26% cada da área desmatada e o Pará por 23%. Quatro municípios acreanos — Feijó, Tarauacá, Rio Branco e Manoel Urbano — figuraram entre os dez com maior área derrubada no mês. No acumulado de janeiro a agosto de 2025, o Imazon estimou redução de 20% do desmatamento frente ao mesmo período de 2024, somando 2.014 km² de mata perdida.

A pressão territorial também foi observada em unidades de conservação. Entre as dez mais afetadas em agosto estão cinco no Acre, com a Reserva Extrativista Chico Mendes liderando o ranking mensal. O Imazon pondera que “o monitoramento dos próximos meses é essencial para orientar ações de fiscalização e políticas de prevenção”.

A leitura do mês ocorre após um calendário anterior de agosto de 2024 a julho de 2025 com estabilidade no desmatamento: 3.503 km² derrubados, quase o mesmo do período precedente (3.490 km²). Nesse recorte de 12 meses, dez municípios concentraram 27% da área desmatada, com destaque para Lábrea e Apuí, no sul do Amazonas; Feijó, no Acre, também aparece entre os dez. “Houve redução de 46% entre 2022/2023 e 2023/2024; agora tivemos leve aumento”, disse a pesquisadora Larissa Amorim.

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A degradação florestal — causada por fogo e extração madeireira — recuou 81% em agosto de 2025 frente a agosto de 2024 (de 2.870 km² para 559 km²), mas permaneceu em patamar elevado, com Mato Grosso concentrando 50% da área, seguido por Pará (22%) e Acre (14%). Entre os municípios mais impactados no mês, Feijó e Rio Branco aparecem na lista. Para o Imazon, a redução mensal exige continuidade de ações para conter queimadas e exploração ilegal.

No período de janeiro a agosto de 2025, a degradação acumulada caiu 54% em relação a 2024 (de 6.008 km² para 2.744 km²). Ainda assim, o instituto lembra que a degradação disparou no calendário anterior por causa das queimadas de setembro e outubro de 2024, quando o total anual alcançou 35.426 km². “Precisamos olhar com mais atenção para esse tipo de dano”, afirmou Athaíde.

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