Povos Indígenas

Liderança Yawanawa relata enchente fora de época na Terra Indígena do Rio Gregório e pede apoio

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A liderança indígena Tashka Yawanawá afirmou que a Terra Indígena do Rio Gregório enfrenta, há três dias, uma grande alagação fora de época que atingiu todas as 18 aldeias localizadas ao longo do rio. No relato, ele descreve a cheia como um evento que foge do padrão esperado para este período do ano, quando a região costuma entrar na transição para o verão amazônico, com diminuição das chuvas e chegada das friagens.

“Nos últimos 3 dias, a Terra Indígena do Rio Gregório vem sendo atingida por uma grande alagação fora de época”, disse Tashka. Ele reforçou que a situação surpreende por ocorrer justamente em abril, mês tradicionalmente associado ao recuo das chuvas. “Em 2026, estamos presenciando um cenário oposto: uma enchente intensa, com a força do inverno amazônico em pleno vigor”, afirmou.

Tashka listou perdas e danos que já se espalham pelo território, com impacto direto na produção de alimentos e na infraestrutura das comunidades. Entre as consequências, ele citou perda de roçados e plantações, destruição de criações como galinhas e porcos, danos e perdas de casas e estruturas comunitárias, prejuízos em barcos, motores e meios de transporte, danos em sistemas de energia solar e comprometimento de banheiros e estruturas básicas. Segundo a liderança, a enchente também afeta a segurança alimentar das aldeias, ao destruir áreas de plantio e reduzir recursos que sustentam as famílias.

Ao relacionar o episódio às mudanças no clima, Tashka afirmou que os povos indígenas estão entre os mais atingidos por eventos extremos. Diante do cenário, ele pediu apoio e solidariedade. “Solicitamos apoio e solidariedade de todos: instituições governamentais, organizações não governamentais, empresas privadas, parceiros e pessoas que possam contribuir neste momento difícil”, declarou.

A ajuda, segundo a liderança, pode ser direcionada à Associação Sociocultural Yawanawá (ASCY), que ficará responsável por organizar e distribuir os recursos entre as aldeias atingidas. A mobilização busca garantir resposta imediata para recompor meios de transporte, recuperar estruturas e reduzir o risco de desabastecimento, enquanto as comunidades acompanham a evolução do nível do rio e calculam o tamanho das perdas.

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