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Lula diz que tarifaço não prejudicará pequenos e médios produtores da Amazônia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo adotará medidas para evitar perdas a pequenos e médios produtores da Amazônia diante da tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A declaração foi dada em entrevista à Rede Amazônica, gravada na segunda-feira, 8 de setembro, no Palácio da Alvorada, e veiculada na manhã desta terça-feira, 9. “Nenhum pequeno produtor de açaí, de mel, de castanha será prejudicado porque o governo não vai permitir”, disse Lula. “Nós já criamos um fundo para ajudar a financiar quem possivelmente tem o problema.”

Na mesma entrevista, Lula relatou que, na semana do anúncio do tarifaço, visitou no Acre uma cooperativa de castanha-da-Brasil, a Cooperacre, e que a Europa absorveu o volume que seria comprado pelos EUA, estimado em US$ 9 milhões. Ele acrescentou que, se necessário, o governo utilizará a rede de alimentação escolar para garantir escoamento de produção regional. “Se for necessário, o governo assume a responsabilidade de não permitir que os pequenos e médios produtores sofram com a taxação sobre esses produtos”, afirmou.

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A entrevista antecedeu a agenda presidencial em Manaus para a inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia). Lula vinculou a proteção social e econômica da população amazônica a uma estratégia de desenvolvimento com preservação, defendendo o uso de áreas já degradadas para expansão produtiva e citando a ampliação de conectividade pela Infovia do programa Norte Conectado. Ele também mencionou ações contra o crime organizado e a preparação do Brasil para a COP30, em Belém (PA).

Ao discorrer sobre impactos do tarifaço, Lula reforçou a orientação de proteger a base produtiva amazônica de pequeno e médio porte, com respaldo financeiro público e busca de mercados alternativos. “Quanto mais castanha, quanto mais açaí, quanto mais suco de cupuaçu, graviola sobrar, mais o mundo vai aprender a comer”, disse, ao reiterar a criação do fundo para mitigar efeitos da medida norte-americana.

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