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“Oito anos deles não equivalem a um ano nosso”, diz Binho Marques

Ex-governador afirma que a memória da esquerda é caminho para o futuro e defende a diversidade como base da unidade.

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Sobre o futuro da esquerda acreana, o ex-governador Binho Marques afirmou ao ÉPop que a memória dos governos da Frente Popular não é passado encerrado, mas caminho para o futuro. Para ele, a comparação entre os ciclos de poder revela que “oito anos deles não equivalem a um ano nosso”.

“Não estamos presos ao passado; mostramos que ele é caminho para o futuro. A OCA, as Bibliotecas Públicas e a revolução na educação provam que fizemos mais com menos”, declarou.

A declaração coloca a memória como ativo político em um momento em que a esquerda busca reencontrar espaço no Acre. Ao mesmo tempo, projeta confiança de que a diversidade interna não fragiliza, mas fortalece a unidade progressista. “A unidade que defendemos é real e se consolida a cada dia. Alguns não entendem divergências naturais de uma unidade na diversidade. Esse é o futuro das relações humanas. Unidade sustentada por princípios, não fachada de conveniência”, afirmou.

O desafio, é transformar esse discurso em prática capaz de dialogar com a sociedade de hoje e construir uma alternativa real em 2026.

Diversidade, embora necessária, não é suficiente para compor uma frente progressista renovada. Para além da soma de trajetórias, é preciso inclusão efetiva, que garanta espaço real de escuta e participação, evitando que projetos coletivos se percam em iniciativas individuais. Uma frente capaz de se reconectar com o Acre do presente dependerá de como memória, diversidade e inclusão se combinarão em um projeto comum.

Foto: Rede Social Pessoal / Internet

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