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Pesquisa da Ufac identifica planta amazônica com potencial contra o câncer gástrico

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Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal da Universidade Federal do Acre (Ufac) identificou que o espinafre da Amazônia (Alternanthera sessilis) apresenta efeitos positivos in vitro contra o câncer gástrico. O estudo foi conduzido pelo doutorando Matheus Matos do Nascimento, com orientação da professora Dra. Almecina Balbino Ferreira e co-orientação da Dra. Joana Amaral, do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), em Portugal.

A pesquisa analisou a composição química e bioquímica da planta, destacando seu alto teor de proteínas vegetais e sua atividade antioxidante, que pode atuar na prevenção e no combate ao câncer gástrico. Os testes foram realizados durante um doutorado sanduíche no IPB, com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Segundo Matheus Nascimento, os testes in vitro demonstraram um potencial promissor, mas são necessárias novas investigações para comprovar os efeitos em organismos vivos. “Os resultados abrem portas para futuras aplicações na saúde, mas ainda há um caminho a ser percorrido até que o uso clínico seja viável”, explicou o pesquisador.

Valorização das PANC amazônicas

A pesquisa também analisou outras Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), como a bertalha e o major gomes, conhecidas pelo alto valor nutricional e propriedades antioxidantes. A professora Almecina Balbino Ferreira destacou que os achados reforçam a importância das PANC da Amazônia, tanto na alimentação quanto na medicina.

“Esse estudo amplia o conhecimento sobre espécies regionais, mostrando que elas podem ser mais do que apenas fontes de nutrição – há um grande potencial para a saúde pública e para o desenvolvimento de novos tratamentos”, afirmou.

Próximos passos

Agora, o pesquisador busca parcerias com outras universidades para avançar nos estudos e realizar testes em modelos vivos. O objetivo é aprofundar o conhecimento sobre as propriedades bioativas do espinafre da Amazônia e avaliar sua possível aplicação no tratamento do câncer.

A descoberta reforça a importância da biodiversidade amazônica e o papel da pesquisa acadêmica no desenvolvimento de alternativas terapêuticas inovadoras.

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