Series Klemer

Políticas de incentivo e mercado peruano transformam cenário industrial e cooperativista no Acre

Published

on

O fortalecimento das cadeias produtivas e a expansão do comércio exterior, com foco na consolidação do Peru como principal parceiro comercial, orientam as novas diretrizes econômicas do Acre. No episódio do podcast Klemer Verso | Séries Especiais, conduzido por Klemer, o secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assur Bani Mesquita, detalhou o avanço das políticas públicas voltadas à industrialização e ao cooperativismo. Atualmente, o mercado peruano absorve 30% das exportações do estado, com forte concentração no setor de carne suína, enquanto novas frentes de produção buscam escala para o comércio internacional.

A estrutura de fomento atual baseia-se em mecanismos de desoneração fiscal e compras governamentais que buscam dar competitividade ao empresariado local. O programa Comprac, por exemplo, garante que o Estado atue como comprador direto da indústria regional, enquanto incentivos fiscais permitem a redução de até 95% do ICMS para empreendimentos instalados no Acre. Além da carga tributária, o governo disponibiliza terrenos e infraestrutura em zonas estratégicas, como a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), que voltou a registrar movimentações positivas e atração de empresas focadas no mercado global.

O modelo de gestão dos negócios passou por uma mudança de paradigma, priorizando a iniciativa privada e o associativismo em detrimento de empresas geridas diretamente pelo poder público. Experiências anteriores mostraram que empreendimentos com DNA empresarial, como o caso da Dom Porquito, apresentam maior sustentabilidade do que modelos estritamente estatais. “O papel do governo é cuidar do ambiente, deixá-lo atrativo e bom para o empreendedor trabalhar, seja ele cooperado ou empresário”, afirmou Mesquita, ao reforçar que a segurança jurídica e a agilidade no licenciamento ambiental são fundamentais para o fluxo de investimentos.

Um novo passo para a organização da economia acriana ocorre logo após o Carnaval, com o lançamento de um chamamento público para mapear todas as atividades produtivas do estado. A Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia pretende identificar as carências específicas de cada setor, desde a necessidade de maquinário e infraestrutura até a regularização sanitária e ambiental. Esse diagnóstico técnico formará um caderno de investimentos estratégico, que será apresentado à bancada federal e aos órgãos de controle para direcionar emendas parlamentares e recursos públicos de forma assertiva para onde há demanda real de produção.

O crescimento do cooperativismo em setores como o café, o açaí e o cacau resolve o histórico entrave da baixa escala de produção na Amazônia. Ao unir pequenos produtores em redes organizadas, o Acre consegue atender contratos internacionais que exigem volume e regularidade de entrega, algo inviável para o produtor isolado. Essa organização das cadeias produtivas, aliada à infraestrutura logística de saída para os portos do Pacífico, projeta um cenário onde o estado deixa de ser um mercado isolado para se tornar um elo logístico e industrial relevante na integração sul-americana.

Essa é uma produção da Wave Produções

Tendência

Sair da versão mobile