A corrida eleitoral para o governo do Acre em 2026 ainda está longe de estar definida. Embora alguns nomes já apareçam como pré-candidatos e comecem a ocupar espaço no debate político, o cenário segue aberto e sujeito a rearranjos. É nesse contexto que surge uma pergunta que começa a circular nos bastidores da política acreana: por que não uma chapa formada por Tião Bocalom para governador e pelos nomes de Sérgio Petecão e Eduardo Veloso para o Senado?
Hoje, o senador Alan Rick aparece como um dos principais nomes colocados para a disputa do governo. Com mandato em Brasília e presença frequente no noticiário, ele desponta como uma candidatura competitiva dentro do campo político que hoje governa o Estado. Ao mesmo tempo, a vice-governadora Mailza Assis também se movimenta politicamente e é vista como uma possível candidata à sucessão estadual.
No entanto, eleições majoritárias raramente seguem um roteiro previsível. Ao longo do processo, novas composições políticas podem surgir e alterar completamente o tabuleiro eleitoral.
É nesse ponto que a hipótese de uma chapa liderada por Tião Bocalom ganha relevância. Prefeito da capital e figura conhecida da política acreana, Bocalom reúne algumas características que historicamente pesam em disputas estaduais: visibilidade administrativa, presença diária no debate público e capacidade de apresentar resultados concretos de gestão.
Ao lado dele, a presença do senador Sérgio Petecão poderia representar a força de um político experiente, com trajetória consolidada e forte inserção no interior do estado. Petecão construiu ao longo dos anos uma base eleitoral sólida e mantém presença política constante em diferentes regiões do Acre.
Já Eduardo Veloso surge como um nome que dialoga com uma geração mais recente da política acreana, ampliando o alcance da chapa e contribuindo para construir pontes com setores urbanos, profissionais liberais e segmentos mais jovens do eleitorado.
Sob o ponto de vista eleitoral, a combinação teria uma lógica interessante: Bocalom representando o peso político da capital e a experiência administrativa; Petecão agregando capilaridade política no interior; e Veloso ampliando o diálogo com novos segmentos do eleitorado.
Enquanto isso, as candidaturas já colocadas, como as de Alan Rick ou de Mailza Assis, tendem a disputar em grande medida o mesmo campo político e eleitoral. Uma nova composição poderia reorganizar forças e apresentar ao eleitor acreano uma alternativa diferente dentro desse mesmo espectro.
Naturalmente, política não se faz apenas com hipóteses. Ela depende de alianças, circunstâncias e do sentimento do eleitor ao longo da campanha. Mas é justamente no início do processo eleitoral que surgem as ideias que, mais adiante, podem ganhar corpo e se transformar em projetos concretos.
Por isso, a pergunta é pertinente: em um cenário ainda em construção para 2026, por que não Bocalom para governador, com Petecão e Eduardo Veloso ao Senado?
Na política, muitas vezes, as alternativas mais interessantes começam exatamente com uma pergunta desafiadora.
Foto: Luciano Tavares, do Notícias da Hora