A Prefeitura de Rio Branco iniciou na manhã de quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, a desmobilização dos abrigos provisórios destinados às famílias atingidas pelas enxurradas provocadas pela elevação de igarapés na capital acreana, com o retorno gradual das pessoas às suas residências após a redução do nível das águas e a avaliação das condições de segurança nos bairros afetados.
A medida ocorre após o sinistro registrado no dia 26 de dezembro e segue protocolos adotados pelo município em situações de emergência relacionadas a enchentes e enxurradas. Nesta etapa inicial, estão retornando para suas casas famílias dos bairros da Paz, Parque das Palmeiras e de outras áreas que sofreram impacto direto das chuvas intensas. A ação é coordenada pela Defesa Civil Municipal e conta com a mobilização de diferentes secretarias, entre elas a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco, a Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, que atuaram desde o início do atendimento às famílias desalojadas.
Segundo o coordenador municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, o processo de desmobilização está sendo realizado de forma planejada, com foco na segurança das famílias no momento de transição dos abrigos para as residências. “Estamos seguindo todos os protocolos de resposta para garantir que as famílias retornem às suas casas com segurança, recebendo o suporte necessário neste momento de transição”, afirmou. Mesmo com a saída dos abrigos, as famílias continuam recebendo apoio humanitário, com assistência básica destinada a minimizar os impactos do retorno e garantir condições mínimas de permanência nos imóveis.
Nesta fase, estão sendo desativados os abrigos que funcionavam na Escola Municipal Álvaro Vieira da Rocha e na Escola Municipal Anice Dib Jatene, que haviam sido adaptados para receber temporariamente as famílias desalojadas. De acordo com a Defesa Civil, o encerramento dessas estruturas ocorre conforme a liberação segura das áreas atingidas e a avaliação técnica das condições de habitabilidade, mantendo o monitoramento das regiões mais suscetíveis a novos episódios de alagamentos.
A desmobilização dos abrigos marca uma nova etapa da resposta municipal às enxurradas e integra o conjunto de ações voltadas à normalização da rotina das famílias afetadas, ao mesmo tempo em que o poder público segue acompanhando a situação dos igarapés e das áreas de risco durante o período chuvoso.