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Rio Branco inaugura central de monitoramento com 450 câmeras e sistema de reconhecimento facial

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A Prefeitura de Rio Branco colocou em operação nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, uma sala de videomonitoramento com 450 câmeras e tecnologia de identificação facial e veicular em tempo real para ampliar a cobertura de segurança na capital. A central funciona na sede do Executivo municipal e integra o programa Rio Branco Mais Segura, com conexão direta às forças de segurança para apoiar ações preventivas, atendimento de ocorrências e investigações.

O município informou que a estrutura será operada por peritos especializados e terá acesso a um banco de dados de pessoas desaparecidas, com integração prevista ao sistema nacional. Durante a inauguração, o prefeito Tião Bocalom afirmou que a ferramenta amplia o alcance do trabalho de segurança e pode acelerar a localização de desaparecidos. “Essa é uma ação que busca ajudar toda a população, desde crianças até idosos. O banco de dados será integrado ao sistema nacional, o que aumenta ainda mais a capacidade de resposta”, disse.

A gestão municipal também apontou que o monitoramento foi distribuído em pontos estratégicos, incluindo vias públicas, unidades de saúde, escolas, praças e parques. O vice-prefeito Alysson Bestene afirmou que o foco é reforçar a chamada segurança primária, com ações de prevenção antes que crimes ocorram. “Esse monitoramento permite agir de forma antecipada, prevenindo crimes e proporcionando maior sensação de segurança para a população”, declarou.

Entre as funções anunciadas, a prefeitura prevê o uso de reconhecimento facial para controle de entrada de alunos nas escolas, com notificações automáticas para os pais e registro de presença em tempo real para professores. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação, coronel Ezequiel Bino, disse que o recurso deve impactar diretamente a rotina escolar e fortalecer iniciativas de gestão inteligente da cidade.

A avaliação das forças federais também foi mencionada na cerimônia. O superintendente da Polícia Federal no Acre, Carlos Rocha Sanches, afirmou que o nível tecnológico do sistema pode contribuir para investigações, localização de desaparecidos e identificação de foragidos. “Mesmo em grandes cidades, não é comum encontrar uma estrutura tão avançada. Isso vai contribuir significativamente para investigações, localização de pessoas desaparecidas e identificação de foragidos”, afirmou.

O investimento informado pela prefeitura foi de aproximadamente R$ 6 milhões, com recursos próprios do município. Com a central em funcionamento, a expectativa da administração é ampliar a capacidade de resposta em áreas de maior fluxo e em pontos considerados sensíveis, com efeitos diretos no monitoramento de serviços públicos, no ambiente escolar e na circulação em espaços urbanos.

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