A capital do Acre, Rio Branco, registrou nesta última quinta-feira (19) a pior qualidade do ar entre as capitais brasileiras, segundo dados da plataforma suíça IQAir. A concentração de partículas na cidade alcançou 310 μg/m³ às 9h, mais do que o dobro do índice observado em Porto Velho, segunda colocada, que marcou 130 μg/m³ no mesmo período. O número é 20 vezes superior ao limite aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 15 μg/m³.
O cenário foi agravado pelas queimadas que já destruíram mais de 100 mil hectares de vegetação no estado do Acre. Além das queimadas locais, incêndios em estados vizinhos como Rondônia e Amazonas, bem como nos países Peru e Bolívia, contribuem para a intensificação da fumaça.
Especialistas apontam que 2024 pode se tornar o pior ano em termos de queimadas no estado. Segundo a pesquisadora Sonaira Silva, da Universidade Federal do Acre (Ufac), o fogo utilizado para preparar pastagens e os incêndios florestais têm sido os principais responsáveis pela degradação ambiental. Ela destacou que o Acre já registrou 2.688 focos de incêndio em setembro, o que representa 87% do total de focos do ano anterior no mesmo mês.