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Acre registra aumento de incêndios em julho e reforça ações emergenciais em Rio Branco

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O município de Rio Branco enfrenta um crescimento expressivo no número de ocorrências de incêndio durante o mês de julho de 2025. Dados do Corpo de Bombeiros indicam que, apenas na primeira quinzena do mês, foram registrados mais de 300 atendimentos na capital, o que representa aproximadamente 74% de todos os chamados feitos no estado.

A maior parte das ocorrências está associada a queimadas com origem proposital. O cenário motivou o reforço nas equipes de combate e a intensificação das ações da Operação Fogo Controlado, que ocorre anualmente durante o período de estiagem na região amazônica.

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Entre os episódios mais graves está o incêndio registrado na Estrada do Amapá, que destruiu cerca de 20 hectares de vegetação e ameaçou a vida de animais. O resgate de oito cabeças de gado exigiu o acionamento de duas equipes do Corpo de Bombeiros e o apoio de brigadistas da Secretaria de Meio Ambiente.

Outro foco de preocupação ocorreu na noite de 18 de julho, no bairro Bonsucesso. Um terreno baldio pegou fogo, colocando em risco residências próximas. Apesar do acionamento da corporação, moradores relataram demora no atendimento. A propagação rápida foi favorecida pela combinação de baixa umidade, calor intenso e ventos fortes.

No dia seguinte, um incêndio de grandes proporções atingiu a área próxima à Arena da Floresta, na avenida Amadeu Barbosa. As chamas avançaram rapidamente sobre a vegetação seca e exigiram mobilização imediata das equipes de emergência. Até o momento, não foram confirmados danos a estruturas ou vítimas.

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O diretor de atividades técnicas do Corpo de Bombeiros, major Eurico Leite, alertou para a frequência de incêndios causados de forma deliberada e destacou os esforços de conscientização junto à população. Segundo ele, é fundamental fortalecer o trabalho de prevenção, já que grande parte dos incidentes poderia ser evitada.

A Prefeitura de Rio Branco também iniciou medidas preventivas, como a limpeza de áreas urbanas e rurais e o monitoramento de zonas de proteção ambiental. Em paralelo, discute com o setor imobiliário formas de conter os focos em terrenos baldios e áreas desocupadas da cidade.

A intensificação dos incêndios reflete os efeitos do verão amazônico e reforça a necessidade de políticas públicas contínuas para enfrentamento do problema. Além do impacto ambiental, os incêndios colocam em risco a saúde da população, o patrimônio e os recursos naturais da região.

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