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Análise: Contradição do MDB do Acre expõe distância em relação ao governo Lula

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Em entrevista concedida ao site ContilNet Notícias na sexta-feira, 11 de julho, o ex-prefeito de Rio Branco e futuro presidente do diretório municipal do MDB, Marcus Alexandre, afirmou que o partido no Acre ainda não decidiu se apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. A declaração, feita às vésperas da convenção municipal do partido marcada para 18 de agosto, evidencia um impasse político relevante, especialmente diante do atual cenário nacional.

O Movimento Democrático Brasileiro é parte da base aliada do governo Lula em Brasília. A sigla ocupa um dos ministérios mais estratégicos da Esplanada — o Ministério do Planejamento e Orçamento — sob o comando de Simone Tebet, que foi candidata à Presidência da República em 2022 e, posteriormente, declarou apoio a Lula no segundo turno. Além disso, o MDB tem apoiado o governo em votações no Congresso Nacional e participa da articulação política federal.

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Diante desse cenário, a indefinição do diretório estadual do MDB no Acre chama atenção. Mesmo com representantes no primeiro escalão do governo, o partido local evita firmar posição quanto ao apoio à reeleição de Lula. A fala de Marcus, que destacou a necessidade de “debates internos” e a reestruturação da sigla na capital, levanta dúvidas sobre o grau de alinhamento entre a executiva estadual e a direção nacional.

O distanciamento pode refletir divergências internas ou a busca por uma posição de independência diante do cenário político local. No entanto, essa postura ambígua tem implicações práticas. O Acre é um estado que depende fortemente de investimentos federais, e o MDB, ao fazer parte da base do governo em Brasília, poderia fortalecer sua atuação local com base nesse alinhamento.

Já se pode dizer que Marcus, finalmente, esqueceu seu passado petista?

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