O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado em observação médica em Brasília após ser submetido, nesta segunda-feira, 29 de dezembro de 2025, a um novo procedimento cirúrgico para tratar crises de soluços persistentes, e a equipe médica avalia a possibilidade de alta hospitalar a partir de quinta-feira, 1º de janeiro, caso não haja intercorrências. A informação foi divulgada por médicos responsáveis pelo acompanhamento clínico, durante entrevista concedida no Hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado desde o dia 24 de dezembro.
De acordo com a equipe médica, a cirurgia realizada nesta segunda-feira consistiu no bloqueio do nervo frênico esquerdo, responsável pelo controle do diafragma. No sábado, 27 de dezembro, o mesmo procedimento havia sido realizado do lado direito. As intervenções têm como objetivo controlar episódios classificados como “soluços persistentes ou intratáveis”, um quadro considerado raro e associado, segundo os médicos, a doenças do trato gastrointestinal e a problemas abdominais, condições com as quais o ex-presidente convive há anos.
O cirurgião Cláudio Birolini afirmou que o período mínimo de observação é de 48 horas, independentemente da evolução imediata do quadro clínico. Segundo ele, esse intervalo é necessário para avaliar os resultados do procedimento e descartar possíveis complicações. Birolini também informou que ainda está prevista a realização de uma nova endoscopia digestiva alta, que pode ocorrer na terça-feira, 30, ou na quarta-feira, 31 de dezembro, como parte do acompanhamento clínico.
O cardiologista Brasil Caiado, que integra a equipe médica, explicou que o tratamento não se limita ao procedimento cirúrgico. Segundo ele, o controle dos soluços envolve também ajustes na alimentação e o uso de medicação específica. Caiado informou ainda que Bolsonaro apresentou recentemente um episódio de pressão arterial elevada, situação que, de acordo com o médico, já foi controlada durante a internação.
Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star na véspera do Natal e, no dia 25 de dezembro, passou por uma cirurgia de hérnia inguinal. A internação ocorreu após autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, permitindo que o ex-presidente deixasse a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em decorrência de condenação relacionada à trama golpista investigada pelo Judiciário.
Segundo os médicos, se os exames previstos não indicarem novas complicações e o quadro clínico permanecer estável, a expectativa é que o ex-presidente possa receber alta hospitalar a partir de quinta-feira. Até lá, ele seguirá sob monitoramento contínuo da equipe de saúde, que avalia diariamente a resposta aos procedimentos realizados e às medidas clínicas adotadas durante a internação.
Fonte e foto: Agência Brasil