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Cooperativismo e profissionalização impulsionam economia do Acre com apoio do Sebrae

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No podcast Séries Especiais do KlemerVerso desta semana, apresentado pelo jornalista Antônio Klemer, o diretor técnico do Sebrae no Acre, Kleber Campos Filho, detalhou a transição do modelo cooperativista para uma gestão empresarial profissionalizada no estado. O setor deixou de ser visto apenas como um movimento de viés ideológico ou rural para se consolidar como um gerador de faturamento robusto, onde cooperativas com receita anual de até R$ 5 milhões são atendidas como micro e pequenas empresas. A estratégia atual foca na qualificação da mão de obra e na implementação de processos internos rígidos para garantir a competitividade no mercado regional e internacional.

O Sebrae completa 35 anos de atuação no Acre com um histórico de suporte direto ao agronegócio e ao extrativismo. Um dos resultados práticos dessa trajetória é a conquista da Identidade Geográfica da farinha de Cruzeiro do Sul, cuja marca pertence à central de cooperativas local. Esse certificado estimulou a cadeia produtiva no Vale do Juruá, transformando um produto tradicional em um ativo de alto valor agregado. Outro avanço recente é o aporte de R$ 13 milhões para a construção de uma usina de café em Mâncio Lima, além do registro da primeira marca coletiva de castanha do estado em parceria com a Coperac.

A economia acreana apresenta sinais de expansão com o Produto Interno Bruto (PIB) atingindo a marca de R$ 23 bilhões. As exportações acompanham esse ritmo e devem chegar próximas aos US$ 90 milhões em 2025, um salto significativo em comparação aos US$ 35 milhões registrados em anos anteriores. “A cooperativa tem que ser vista como uma empresa. O grande sucesso hoje ocorre quando o capital social está consolidado e todos os cooperados trabalham em prol do sucesso do negócio”, afirmou Kleber Campos Filho, reforçando que o profissionalismo afasta o setor de antigas bandeiras políticas.

Apesar de não ser uma instituição financeira, o Sebrae atua como articulador de crédito por meio de fundos garantidores para empresas que não possuem garantias reais. O atendimento da instituição alcançou 200 mil pessoas no último ano, cobrindo quase 50% dos pequenos negócios ativos no Acre. Essa estrutura é responsável por mais de 60% dos empregos formais no estado, mantendo o fluxo financeiro dentro dos municípios e fortalecendo a economia de base.

O cenário futuro exige atenção às mudanças tributárias federais e à integração tecnológica. O Sebrae prepara um cronograma de educação tributária e consultorias para auxiliar os empresários na transição do sistema de impostos. A médio prazo, a meta é integrar inteligência artificial e soluções digitais às cooperativas de crédito, saúde e extrativismo, assegurando que o desenvolvimento econômico ocorra de forma consorciada com a preservação ambiental, aproveitando a vocação agroflorestal de um estado que mantém 85% de sua cobertura nativa.

Essa é uma produção da Wave Produções

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