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Deracre promete concluir novo porto de Rodrigues Alves nesta quinta e retomar travessia no Rio Juruá

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O Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre) informou que pretende concluir nesta quinta-feira (14) um novo ponto de embarque em Rodrigues Alves para restabelecer a travessia de balsa até Cruzeiro do Sul, interrompida após o desbarrancamento da margem onde fica a rampa de acesso no Rio Juruá.

A obra emergencial começou com equipes em campo desde terça-feira (12), com limpeza da área, movimentação de solo e preparação do terreno para permitir a atracação e o tráfego de veículos, motociclistas e pedestres em condições de segurança. O Deracre afirma que a balsa principal só volta a operar depois da finalização da estrutura provisória.

A interdição do acesso antigo foi definida após avaliação técnica que apontou risco de novos deslizamentos na área. A decisão envolveu o Deracre, a Prefeitura de Rodrigues Alves, a Polícia Militar, a Defesa Civil Municipal, o Detran e a Energisa. Durante o bloqueio, motoristas foram orientados a usar a rodovia AC-407 como alternativa.

Sem a travessia, a rotina entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul foi alterada. Moradores relataram aumento de tempo e de custo no deslocamento e passaram a percorrer cerca de 47 quilômetros pela AC-407, em vez do trajeto mais curto pela Estrada da Variante quando a balsa opera normalmente. O acadêmico de enfermagem Jânio Pablo afirmou que chegou ao porto, viu Cruzeiro do Sul do outro lado, mas precisou retornar e seguir pela rodovia. “Infelizmente esse problema não é de agora, é um problema já antigo e sempre vai acontecer enquanto não fizerem a ponte”, disse.

Profissionais que dependem da travessia para trabalhar também relataram prejuízos. A manicure e pedicure Rosa Maria Pereira da Silva contou que faz o percurso quase todos os dias e que, sem a balsa, desistiu do deslocamento. “Não tem como eu encarar pela 407, é muito longe, então eu vou ter que voltar”, afirmou.

Enquanto a balsa principal do governo permanece parada, embarcações menores passaram a operar em um acesso provisório montado pela prefeitura, com cobrança de tarifa. Moradores relataram que motos passaram a pagar R$ 10 e carros, R$ 20 para atravessar. O presidente do Deracre, Roberto Assaf, disse que as equipes trabalham para restabelecer a ligação no menor prazo possível. “Estamos trabalhando continuamente para construir esse novo acesso provisório e restabelecer a travessia o mais rápido possível. Nossa prioridade é garantir segurança aos usuários e manter a ligação entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves”, afirmou.

A instabilidade na margem se agravou com a vazante do Rio Juruá e chegou a ameaçar estruturas de energia na área do porto. No fim de semana, a Energisa informou que enviou equipe técnica para eliminar risco elétrico e atuar em manutenções, após um poste de alta tensão ficar inclinado com a erosão.

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