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Exportações de café brasileiro enfrentam incerteza após nova tarifa dos EUA

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A partir de 6 de agosto de 2025, o café exportado do Brasil para os Estados Unidos passará a ser submetido a uma tarifa de 50%, conforme decisão anunciada pelo governo norte-americano. A medida, oficializada por meio de uma ordem executiva do presidente Donald Trump, não incluiu o café na lista de cerca de 700 produtos brasileiros isentos da taxação, o que gerou preocupação entre os produtores e exportadores do setor.

Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a aplicação da tarifa pode levar produtores brasileiros a buscarem novos destinos para parte de sua produção. O redirecionamento exigirá mudanças rápidas na logística e na estratégia comercial do setor, para reduzir impactos econômicos na cadeia produtiva nacional.

Os Estados Unidos são atualmente o principal destino do café brasileiro, sendo responsáveis por cerca de 23% das exportações em 2024, com destaque para o café arábica, utilizado amplamente pela indústria de torrefação local. Com a nova tarifa, a competitividade do produto nacional no mercado norte-americano poderá ser afetada, comprometendo também a formação de blends tradicionais, que têm os grãos brasileiros como base de sabor e equilíbrio.

O Cepea destaca que, como os Estados Unidos não produzem café, o aumento do custo de importação pode gerar efeitos em toda a cadeia interna do país, atingindo torrefadoras, cafeterias, fabricantes de bebidas e redes varejistas. Nesse cenário, o impacto tende a ser sentido tanto pelos produtores brasileiros quanto pelos consumidores norte-americanos.

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou que seguirá negociando para que o produto seja incluído na lista de exceções, a fim de evitar prejuízos ao setor. Enquanto isso, o governo federal também sinalizou que trabalhará para reverter a medida junto às autoridades norte-americanas.

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