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Golpistas usam contas verificadas no WhatsApp para aplicar fraude em nome da Amazon

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Clientes da Amazon estão sendo alvo de um novo tipo de golpe no WhatsApp, que utiliza perfis verificados para solicitar transferências via Pix com a promessa de liberar entregas de pedidos. A prática, segundo relatos, envolve a utilização de dados reais dos consumidores, como nome completo, endereço e número do pedido.

As mensagens são enviadas por contas que se apresentam como representantes da transportadora Total Express, embora usem nomes ligeiramente alterados como “Total Expresso” e números com código de discagem internacional da Índia (+91). A fraude envolve a solicitação de um pagamento específico — cerca de R$ 57,65 — para regularização da entrega, supostamente vinculado ao Ministério da Economia. No entanto, esse tipo de cobrança é, na prática, responsabilidade da Receita Federal e não é exigida por meio de contatos informais.

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Segundo a empresa de segurança Kaspersky, mais de 30 domínios diferentes foram identificados como parte dessa campanha criminosa, todos registrados recentemente. A atuação dos golpistas não se restringe à Amazon, podendo afetar também usuários de outras plataformas de e-commerce.

A Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, informou que removeu as contas envolvidas e reconheceu que o sistema de verificação pode falhar. A companhia afirmou estar aprimorando seus mecanismos de controle para evitar que perfis falsos obtenham o selo de verificação.

A Amazon reiterou que não solicita qualquer tipo de pagamento adicional fora de seus canais oficiais e orienta os clientes a ignorarem mensagens ou links que peçam dinheiro ou dados pessoais. A empresa também declarou estar colaborando com as autoridades brasileiras para investigar o caso.

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A Total Express, por sua vez, informou em nota que não realiza cobranças via Pix, WhatsApp, SMS ou ligações, e que tem atuado na exclusão de perfis falsos em parceria com plataformas digitais. A transportadora comunicou ainda que encaminhou o caso aos órgãos competentes.

Para especialistas, como o presidente do Instituto Brasileiro de Resposta a Incidentes Cibernéticos, Hiago Kin, o uso de informações reais nas abordagens evidencia um possível vazamento de dados, o que levanta preocupações sobre a segurança na cadeia de distribuição. Kin alerta que mesmo contas verificadas devem ser vistas com cautela pelos usuários.

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