Política

Governo do Acre mobiliza recursos para socorrer povos indígenas atingidos por inundações

Força-tarefa entrega 300 kits familiares, priorizando regiões remotas e se prepara para desafios pós-enchente nas 17 cidades do estado

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Como parte das ações da força-tarefa criada, pelo governo do Estado, para apoiar as comunidades indígenas afetadas pelas inundações no Acre, a Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), em colaboração com a Secretaria de Governo, Corpo de Bombeiros e Casa Civil, iniciou o envio de 300 kits família, cada um pesando 60 quilos, o dobro do comum, destinados às comunidades do Juruá. Estas áreas enfrentam perdas de plantio e inundações em residências, exigindo uma resposta rápida e eficaz.

Os suprimentos, que incluem tanto alimentos quanto kits de limpeza, são transportados por caminhão até Cruzeiro do Sul e, de lá, levados de avião até as comunidades indígenas. O objetivo é distribuir até 3 mil cestas para as terras indígenas, com os Ashaninkas e Araras do Rio Amônia sendo os primeiros beneficiados devido à sua localização remota.

Francisca Arara, a secretária dos Povos Indígenas, ressaltou a importância dessa ação. “O segundo lote queremos mandar para o Alto Envira, que é um povo que fica 10 dias de barco. A gente precisa atender eles e vamos ver se a gente manda para o Iaco, que ainda está debaixo d’água também,” enfatizou a necessidade de alcançar comunidades ainda mais isoladas, destacando a situação crítica em que se encontram.

Além da emergência alimentar, a preocupação com o pós-enchente também está no radar. “Há cinco municípios que têm povos indígenas que foram atingidos pela enchente. A gente tem tudo mapeado e teve esse cuidado do que levar para as terras indígenas, levar uma cesta saudável que venha a suprir pelo menos dois meses enquanto eles vão se estabelecendo, porque algumas aldeias ainda estão alagadas, mas vai secar e é um outro problema, que aí vem a lama e produção perdida,” explicou Francisca, destacando o planejamento cuidadoso e a adaptação às necessidades específicas de cada comunidade.

O reconhecimento do estado de emergência nas 17 cidades do Acre pelo governo federal acelerou os processos administrativos, permitindo uma assistência mais rápida às áreas afetadas.

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