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Irã ameaça elevar enriquecimento de urânio a 90% se voltar a ser atacado

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O Irã avisou nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, que pode levar o enriquecimento de urânio a 90% de pureza — patamar associado a uso militar — caso volte a sofrer ataques. A sinalização partiu do porta-voz do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, em meio a negociações com os Estados Unidos para encerrar o conflito iniciado em fevereiro e sob a avaliação de que o cessar-fogo em vigor vive um “estado crítico”.

Rezaei, que fala pela Comissão Parlamentar de Segurança Nacional e Política Externa, escreveu na rede social X que “uma das opções do Irã, em caso de um novo ataque, poderia ser o enriquecimento [de urânio] a 90%” e acrescentou: “Iremos analisá-la no Parlamento”.

A declaração ocorre depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que instalações nucleares iranianas foram “destruídas” em ataques dos Estados Unidos e de Israel durante uma guerra de 12 dias, o que, segundo ele, teria limitado a capacidade de Teerã de enriquecer urânio. Ainda assim, permanece incerto o destino de cerca de 400 quilos de urânio enriquecido a 60% — nível que, tecnicamente, está a um passo do grau de armamento.

Avaliações de serviços de inteligência americanos apontam que o programa nuclear iraniano não seria efetivamente interrompido a menos que esse estoque de urânio altamente enriquecido seja removido ou destruído. A questão nuclear está no centro do impasse nas conversas entre Washington e Teerã para encerrar o conflito: o Irã quer deixar o tema para uma fase posterior, enquanto os Estados Unidos exigem que o país transfira todo o material para o exterior e renuncie ao enriquecimento em território nacional.

Foto: canielz (Unsplash)

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