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PF cumpre mandado contra Gladson Cameli; governador afirma que investigação trata de registro de piloto

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A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (5), mandado de busca e apreensão na residência do governador do Acre, Gladson Cameli (PP), em Rio Branco, no âmbito de investigação autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) que apura possíveis irregularidades em processo de certificação aeronáutica. Em nota oficial, o governador informou que a diligência está relacionada a uma denúncia sobre a obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local onde foi aluno e declarou ter prestado todos os esclarecimentos solicitados.

De acordo com a reportagem do UOL, a operação foi autorizada pelo STJ e investiga indícios de fraude estruturada na certificação aeronáutica, com apuração dos crimes de falsidade documental e corrupção . Segundo a publicação, agentes da PF recolheram dispositivos eletrônicos durante o cumprimento do mandado.

Em nota divulgada nas redes sociais, Cameli afirmou que os policiais buscavam informações sobre o processo de avaliação para obtenção de registro de piloto. Ele declarou que “com tranquilidade e transparência, prestei todas as informações solicitadas” e confirmou que foram recolhidos dispositivos eletrônicos e uma quantia em dinheiro, que, segundo ele, tem origem privada e era mantida como reserva financeira, com comprovação a ser apresentada às autoridades.

Reportagem da revista CartaCapital informa que as buscas foram autorizadas pela ministra Isabel Gallotti, do STJ, e que a Polícia Federal não divulgou detalhes adicionais sobre a investigação. A publicação também registra que o governador responde a ação penal no STJ no âmbito da Operação Ptolomeu, relacionada a suspeitas de desvios de recursos públicos, com julgamento iniciado em dezembro de 2025 e ainda sem conclusão.

Já o portal R7 noticiou que a investigação apura suposto uso de cargo para obtenção de carta de piloto sem o processo exigido, e que o caso foi autorizado pelo STJ. O veículo também registrou manifestação da defesa, segundo a qual o governador se mantém “sereno quanto ao ocorrido”.

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Na nota oficial publicada após a operação, Cameli afirmou: “Mantenho-me sereno quanto ao ocorrido. Desde já, agradeço as manifestações de apoio da população. Reiterando minha confiança na Justiça, lamento as tentativas de perseguição e, mais uma vez, de estratégia política com o objetivo de me atingir na proximidade das eleições”.

A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Federal e tramita no âmbito do STJ. O caso deve ter desdobramentos a partir da análise do material apreendido e das informações prestadas no curso das diligências.

Foto: Secom/AC

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