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Serviço Geológico mapeia áreas de risco em Brasileia após enchentes e enxurradas

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Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil estiveram em Brasileia, no interior do Acre, entre segunda-feira, 12, e quinta-feira, 15 de maio, para mapear áreas de risco após a repetição de enchentes e enxurradas no município. O trabalho foi acompanhado pela Defesa Civil Municipal e pela Secretaria de Planejamento e inclui vistorias em pontos da zona urbana e rural com histórico de erosão, deslizamentos e instabilidade nas margens do Rio Acre.

As equipes percorreram trechos considerados vulneráveis e fizeram levantamentos sobre o tipo de solo, processos erosivos, risco de deslizamento e rachaduras no terreno. Um dos locais vistoriados foi uma propriedade no km 59, onde foram identificadas fissuras no solo. Também entraram no mapeamento áreas urbanas atingidas por enxurradas e erosões em eventos recentes.

Na quinta-feira, 15, os pesquisadores apresentaram informações preliminares ao prefeito Carlinhos do Pelado. “Esse mapeamento é fundamental para que possamos identificar as áreas mais vulneráveis e agir de forma preventiva, garantindo mais segurança para nossa população. Brasileia tem enfrentado eventos climáticos extremos e precisamos estar preparados para minimizar os impactos”, afirmou o prefeito.

A prefeitura avalia que o levantamento vai servir de base para ações de prevenção e proteção da população. O coordenador da Defesa Civil Municipal, Sargento Lima, afirmou que o estudo deve reforçar o monitoramento das áreas críticas e a resposta do município em situações de emergência.

Brasileia vem acumulando episódios extremos nos últimos meses. Em abril deste ano, o município enfrentou uma enxurrada após 242 milímetros de chuva em cinco horas. Em janeiro, outra enxurrada deixou mais de 500 famílias isoladas na zona rural, comprometeu cerca de 40 pontes e destruiu aproximadamente 20 linhas de bueiros.

O histórico recente também inclui as enchentes. Em março de 2024, cerca de 80% da área urbana ficou submersa durante a cheia do Rio Acre. O município aparece entre os considerados prioritários no país para ações de gestão de risco e resposta a desastres naturais, por causa da suscetibilidade a deslizamentos, enxurradas e inundações.

O trabalho em Brasileia integra as ações de monitoramento de áreas sujeitas a desastres naturais e deve servir de base para medidas de prevenção, planejamento urbano e proteção da população.

Foto: Jayne Castro/Secom

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