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Aleac concentra debates na Saúde e reorganiza comissões após troca de partidos

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A sessão desta terça-feira (7) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) foi marcada por cobranças sobre a condução da Saúde durante a transição no governo estadual e pela sinalização de mudanças internas na Casa após a janela partidária. No plenário, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) afirmou que a falta de definições no primeiro escalão pode abrir um vazio administrativo em áreas sensíveis e cobrou nomeações para garantir continuidade de decisões urgentes. O líder do governo, Manoel Moraes (PP), reagiu dizendo que a base mantém unidade em torno da governadora Mailza Assis e defendeu que a Saúde tenha comando técnico, sem virar disputa política.

Com a reconfiguração das bancadas depois das novas filiações, o presidente em exercício Pedro Longo informou que a Aleac deve reformular a composição e as presidências das comissões na próxima semana para adequar a distribuição de espaços à proporcionalidade dos partidos, com expectativa de ajustes em colegiados estratégicos como o de Orçamento e Finanças. A mudança de mapa político também foi tema de pronunciamentos. A deputada Michelle Melo anunciou saída do PDT e adesão à federação União Progressista, enquanto o deputado Afonso Fernandes comunicou filiação ao União Brasil e disse que a sigla passa a reunir oito parlamentares.

Além do eixo político, a sessão abriu espaço para pautas locais e cobranças de serviços. A deputada Maria Antônia prestou homenagem aos jornalistas pelo Dia do Jornalista e voltou a pedir avanços na saúde pública, ao mesmo tempo em que apresentou indicação voltada à infraestrutura viária em Porto Acre. O deputado Emerson Jarude (Novo) afirmou que o partido saiu fortalecido da janela, reforçou atuação independente e cobrou entregas em áreas como saúde, educação e infraestrutura. No mesmo pacote de alertas regionais, Afonso Fernandes chamou atenção para o risco de desabamento da ponte binacional na região de Plácido de Castro, citando impacto diário para estudantes e moradores que dependem da travessia.

Com a transição no Executivo ainda em andamento e a redistribuição de forças dentro do Legislativo, a próxima semana tende a concentrar os desdobramentos práticos do que foi discutido nesta terça: a definição do comando na Saúde e a reorganização das comissões, que influenciam diretamente a tramitação de projetos e a fiscalização do governo.

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