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Notícias

Atletas do Acre competem nas Paralimpíadas de Paris 2024

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Três atletas do Acre estão entre os representantes do Brasil nas Paralimpíadas de Paris 2024. A competição, que vai de 28 de agosto a 8 de setembro, reúne esportistas com deficiência de todo o mundo na capital francesa. Todos os atletas acreanos participam do programa Bolsa Atleta, na categoria mais alta, a Bolsa Atleta Pódio.

Entre os representantes do Acre está Jerusa Geber dos Santos, natural de Rio Branco, recordista mundial nos 100 metros pela classe T11 para atletas cegos. Jerusa, de 42 anos, tem um histórico de conquistas em competições internacionais, incluindo medalhas em Jogos Paralímpicos e Mundiais. Ela começou sua trajetória no esporte paralímpico aos 19 anos e já conquistou diversas medalhas, entre elas ouro nos 100m no Mundial de Kobe 2024 e no Mundial de Paris 2023, além de três medalhas paralímpicas em Londres 2012 e Pequim 2008.

Outro acreano na competição é Edson Cavalcante Pinheiro, de 45 anos, que compete na classe T37 para atletas com paralisia cerebral. Natural de Cruzeiro do Sul, Edson iniciou sua carreira esportiva no tênis de mesa antes de migrar para o atletismo. Entre suas conquistas, destacam-se o ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 e o bronze nos 100 metros nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016.

A mais jovem entre os atletas acreanos é Débora Oliveira de Lima, de 23 anos, que compete no salto em distância na classe T20, destinada a atletas com deficiência intelectual. Débora, natural de Rio Branco, acumula prêmios como a prata no Mundial de Kobe 2024 e ouro no Grand Prix de Jesolo 2024.

No total, 280 atletas brasileiros competem nas Paralimpíadas de Paris 2024, sendo 97,86% beneficiados pelo programa Bolsa Atleta. O programa, criado em 2005, já investiu R$ 1,77 bilhão no patrocínio de atletas, garantindo apoio financeiro para que eles se dediquem exclusivamente ao treinamento e competições.

A competição, que envolve 22 modalidades esportivas, é um dos maiores eventos do mundo, ficando atrás apenas dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo de Futebol em termos de venda de ingressos.

Economia e Empreender

Pesquisa do Sebrae aponta que 66% dos pequenos negócios apoiam proibição das bets no Brasil

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Levantamento mostra que 26% dos empresários associam queda no faturamento às apostas online; outros 38% esperam aumento nas vendas com o fim das plataformas.

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (19) pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revelou que 66% dos donos de pequenos negócios brasileiros apoiam a proibição das apostas online, conhecidas como bets. O levantamento ouviu 1.028 empreendedores de todo o país e mostrou que 26% associam a redução do faturamento de suas empresas, nos últimos 12 meses, ao avanço dos jogos virtuais.

Entre os entrevistados, 57% se declararam totalmente favoráveis à proibição e 8,8% parcialmente favoráveis. Outros 23,5% disseram ser contrários à medida. A pesquisa foi realizada após o governo federal determinar, por meio da Medida Provisória nº 1.394/2026, o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas online no Brasil. As plataformas começaram a sair do ar em 6 de outubro.

Os efeitos das apostas também foram percebidos no comportamento dos consumidores. De acordo com o levantamento, 33% dos empresários relataram que seus clientes passaram a ter menos dinheiro disponível para compras. Outros 18% observaram aumento da inadimplência e atrasos nos pagamentos, enquanto 11,5% registraram maior procura por parcelamentos e compras fiadas.

A pesquisa também apontou consequências dentro das empresas. Entre os estabelecimentos que possuem funcionários, 40% relataram problemas associados às apostas, incluindo endividamento dos trabalhadores, pedidos de adiantamento salarial, uso de plataformas durante o expediente e redução da produtividade.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, afirmou que o dinheiro anteriormente destinado ao consumo de produtos e serviços passou a ser utilizado em jogos virtuais, com reflexos no comércio local. Para ele, a proibição pode contribuir para a recuperação do poder de compra das famílias e do faturamento dos pequenos estabelecimentos.

Com a retirada das plataformas, 38% dos empreendedores esperam aumento nas vendas, enquanto 42% acreditam que o faturamento permanecerá estável. Apenas 0,6% projetam queda nas receitas. A expectativa de recuperação, no entanto, ainda depende do comportamento dos consumidores nos próximos meses.

Do total de participantes, 56% são proprietários de microempresas, 22,5% são microempreendedores individuais (MEIs) e 21,5% administram empresas de pequeno porte. O setor de serviços concentrou 53% das respostas, seguido pelo comércio, com 29%.

A pesquisa reuniu participantes dos 26 estados e do Distrito Federal. A Região Norte respondeu por 3% da amostra. O Sebrae não apresentou resultados específicos para o Acre.

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Acre

Exportações do Acre para os EUA caem 24,7% após tarifaço de Trump

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As exportações do Acre para os Estados Unidos caíram 24,7% nos 12 meses posteriores ao início do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. A redução foi de aproximadamente R$ 5,7 milhões, de acordo com levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgado em outubro de 2026. A madeira foi o principal produto afetado no estado.

As vendas acreanas ao mercado norte-americano passaram de US$ 3,02 milhões, entre agosto de 2024 e julho de 2025, para US$ 2,27 milhões, entre agosto de 2025 e julho de 2026. A diferença foi de US$ 746,9 mil, equivalente a R$ 5,71 milhões na conversão apresentada pelo estudo.

A retração ocorreu após a adoção de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos. No entanto, o levantamento não atribui toda a redução exclusivamente às medidas comerciais, já que fatores como demanda internacional e condições de mercado também influenciam as exportações.

No cenário nacional, as vendas brasileiras aos Estados Unidos recuaram 16,2% nos períodos analisados, passando de US$ 41,47 bilhões para US$ 34,77 bilhões. A redução foi de aproximadamente US$ 6,7 bilhões.

Proporcionalmente, a queda registrada no Acre superou a média brasileira em 8,5 pontos percentuais. Outros estados também tiveram retrações, como Tocantins (56,1%), Rio Grande do Norte (53,9%), Alagoas (52,8%) e Roraima (48,3%).

O levantamento da CNM utiliza dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e compara dois períodos de 12 meses para avaliar as mudanças nas exportações municipais destinadas ao mercado norte-americano.

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Rio Branco

Prefeitura de Rio Branco prepara recursos para castração de animais e reforço da fiscalização ambiental

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A Prefeitura de Rio Branco discutiu, na quinta-feira (15), a destinação de recursos para ações de proteção animal e a compra de equipamentos destinados à fiscalização ambiental. As propostas foram analisadas durante reunião do Conselho Gestor do Fundo Municipal de Meio Ambiente, coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia).

Uma das medidas prevê o repasse de recursos de uma emenda parlamentar do vereador Matheus Paiva à Associação Amor a Quatro Patas. O dinheiro será destinado à compra de alimentos para animais e à realização de procedimentos de castração no município.

A Semeia ficará responsável por acompanhar e fiscalizar a aplicação dos recursos, verificando o cumprimento das finalidades previstas na proposta.

A secretária municipal de Meio Ambiente, Flaviane Agustini Stedille, informou que esta é a primeira emenda parlamentar destinada especificamente à proteção animal recebida pela pasta. Segundo ela, a secretaria tem buscado recursos para ampliar as ações voltadas ao bem-estar dos animais.

Outra proposta discutida foi a aquisição de sonômetros, aparelhos utilizados para medir níveis de pressão sonora. Os equipamentos serão empregados pelas equipes técnicas em atividades de licenciamento e fiscalização ambiental, incluindo o monitoramento de ruídos.

De acordo com Flaviane, a compra atende a uma demanda do setor de controle ambiental e permitirá ampliar a capacidade de fiscalização e a precisão das medições realizadas pelos servidores.

As duas propostas ainda precisam passar por uma nova etapa de análise. Após a deliberação do Conselho Gestor do Fundo Municipal de Meio Ambiente, os encaminhamentos serão submetidos ao Conselho Municipal de Meio Ambiente para apreciação.

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