No passo manso do fim de tarde, a vida segue inventando caminho, entre o calor do sol, o vento leve e o silêncio dos barcos ao longe.
Na beira do rio, o entardecer vai derramando ouro na água, e a vida segue devagarinho, no compasso manso de quem conhece o tempo da maré, do vento e do silêncio. As silhuetas caminham como quem leva consigo as histórias da beira, o calor da tarde, a conversa miúda e essa beleza funda que só a Amazônia entende bem: rio, céu e chão se misturando num mesmo encanto. É cena que parece nascer do banzeiro da memória, dessas paisagens que ficam morando na gente mesmo depois que a luz se vai. E, pra entrar de vez nesse clima, vá ouvir “Lugar Comum”, do nosso acreano João Donato.
Foto de Sérgio Vale – @sergiovaleac