A cheia do Rio Acre, após fortes chuvas na última semana, atinge os povos indígenas em três cidades do Acre: Rio Branco, Brasileia e Assis Brasil. De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (Semapi), os Huni Kui e Jaminawa de contexto urbano foram afetados em Rio Branco, enquanto em Brasileia foram os Jaminawa de contexto urbano. Já em Assis Brasil, foram os Manchineri e Jaminawa, sendo tanto aldeados quanto de contexto urbano.
Diante dessa situação, o Governo do Acre, por meio da Semapi, está atuando de forma integrada com diversas instituições e secretarias de estado para garantir acolhimento às famílias indígenas atingidas pela cheia. Foi instalada uma Sala de Situação com os órgãos de competência indígena para atuar com as ações emergenciais.
A diretora Indígena da Semapi, Nedina Yawanawá, explica como o governo está atuando para minimizar o impacto nos abrigos. “Os abrigos possuem atendimento diferenciado nas questões culturais e também em relação à adequação alimentar. Alguns abrigos têm intérpretes que traduzem a língua, porque alguns não entendem o português. Nos preocupamos também com a questão da alimentação, em colocar o mesmo povo em um só lugar, além de uma pessoa para dar apoio e suporte”, explicou a diretora.
Julie Messias, titular da pasta da Semapi, expõe as ações de atenção e acolhimento dos atingidos, que ocorre em uma força tarefa de integração. “Frente à situação dos povos indígenas que foram atingidos pela cheia, chamamos as instituições que atuam na pauta para somar esforços e garantir acolhimento. Identificar a situação dos indígenas atingidos, estabelecemos um diagnóstico e estamos atuando. Há um esforço conjunto entre Funai, Sesai e Secretaria de Assistência Social e dos Direitos Humanos (SEADH) e demais órgãos, que aceitaram de imediato o convite e estamos juntos nessa força-tarefa”.
A CPI-Acre, junto com seus parceiros, também vem realizando o monitoramento e prestando auxílio às comunidades atingidas. “Apoiamos a ação enviando kits de higiene, utensílios domésticos e colchões para os indígenas que foram desabrigados e vamos continuar acompanhando e prestando auxílio aos afetados. É tempo de solidariedade e de unir forças, mas também de ação dos governantes para construção e implementação de políticas públicas que atendam as populações periféricas, ribeirinhas, tradicionais e indígenas, que estão entre as mais afetadas pela emergência climática”, informa a instituição em suas redes sociais.
Essa ação de governo e parceiros é importante para garantir a segurança e bem-estar das famílias indígenas que foram afetadas pelas cheias do Rio Acre, respeitando suas especificidades culturais e garantindo o acolhimento necessário nesse momento de emergência.