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Educação

Cruzeiro do Sul conquista Selo de Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada

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A Rede Municipal de Ensino de Cruzeiro do Sul foi reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) com o Selo de Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), em reconhecimento aos esforços para garantir a alfabetização das crianças até o final do 2º ano do ensino fundamental. O selo, que conta com as categorias bronze, prata e ouro, destaca políticas e práticas educacionais voltadas ao cumprimento das metas de alfabetização do Plano Nacional de Educação (PNE).

O secretário municipal de Educação, Edvaldo Gomes, atribuiu a conquista ao trabalho coletivo de professores, gestores e equipes da educação municipal. “Essa vitória é de todos: professores, gestores, alunos, pais e de toda a comunidade escolar. Ela reflete o nosso compromisso e a paixão pelo que fazemos, além de reforçar o nosso objetivo de transformar vidas por meio da educação”, afirmou.

Entre os critérios atendidos por Cruzeiro do Sul para receber o selo, estão a priorização da alfabetização como pilar do ensino básico, a oferta de formação continuada para educadores e equipes escolares, além do monitoramento constante do progresso de aprendizagem das crianças.

O prefeito Zequinha Lima destacou o significado do reconhecimento para o município. “Receber o Selo de Ouro é a prova de que o trabalho sério, planejado e com amor pela educação faz a diferença. Essa conquista não é apenas um reconhecimento, mas também uma motivação para continuarmos a investir em políticas públicas que garantam a alfabetização de nossas crianças. Seguiremos firmes, construindo um futuro melhor por meio da educação”, disse.

Nesta primeira edição do Selo Nacional, participaram 26 estados, o Distrito Federal e 4.578 municípios brasileiros, representando 82% do total de municípios do país. O programa, realizado em regime de colaboração entre a União e os entes federados, busca incentivar a adoção de políticas públicas que reduzam as desigualdades e promovam a alfabetização, conforme estabelecido pelo CNCA e pelo PNE.

Educação

Brasil tem 9% dos professores da rede pública sem qualificação completa

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Nove por cento dos professores da educação básica pública no Brasil não tinham qualificação completa entre 2024 e 2025. O percentual ficou próximo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 9,1%, conforme dados do relatório Panorama da Educação 2026.

O levantamento considera como profissionais sem qualificação completa aqueles que não possuem diploma, certificação exigida ou formação pedagógica adequada. A contratação desses docentes ocorre principalmente em locais onde há dificuldade para preencher vagas com profissionais que atendam a todos os requisitos.

No Brasil, a falta de professores é maior em determinadas regiões e áreas de ensino. As dificuldades de contratação atingem principalmente localidades remotas ou socialmente vulneráveis, além de disciplinas como matemática e ciências naturais.

Mesmo com a redução do número de estudantes, o país ampliou a quantidade de professores nos anos iniciais do ensino fundamental. Entre 2015 e 2024, o total de docentes cresceu 4%, enquanto o número de matrículas caiu 7%.

A permanência dos profissionais na carreira também aparece como um dos desafios. Em 2022, 10,3% dos professores brasileiros plenamente qualificados deixaram a rede pública por aposentadoria ou desligamento. O percentual não significa necessariamente abandono da profissão, já que parte desses docentes pode ter migrado para escolas privadas ou outras redes de ensino.

As condições de trabalho e a remuneração também aparecem entre os fatores relacionados à atratividade da carreira. Em 2022, 44,3% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental declararam satisfação com as condições de trabalho. Entre os países da OCDE, a média era de 68,4%.

Quando o assunto é salário, 22,3% dos docentes brasileiros disseram estar satisfeitos, enquanto a média registrada entre os países da organização chegou a 38,7%.

O Ministério da Educação informou que mantém ações voltadas à formação e valorização dos profissionais, entre elas o programa Mais Professores para o Brasil e o Pé-de-Meia Licenciaturas. O piso nacional do magistério está atualmente em R$ 5.130,63.

Dados do governo federal apontam ainda crescimento na procura pelas licenciaturas entre estudantes com melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio. Entre 2024 e 2026, houve aumento de 106% nas matrículas desse grupo em cursos destinados à formação de professores.

A OCDE também aponta a entrada de profissionais vindos de outras áreas como uma alternativa para reduzir a falta de docentes. Em 2024, 11,5% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental estavam na docência como segunda carreira, acima da média de 8,4% registrada entre os países da organização.

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Educação

Mais de 10 mil professores são selecionados com nota da Prova Nacional Docente

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Mais de 10 mil professores já foram selecionados por estados e municípios que adotaram a nota da Prova Nacional Docente (PND) em concursos e processos seletivos para a rede pública de ensino. Os dados fazem parte de um balanço do Ministério da Educação sobre a primeira edição do exame, realizada em 2025.

A prova foi criada para servir de apoio às redes públicas na contratação de docentes. Cada governo estadual ou prefeitura pode definir, em edital próprio, de que forma o resultado da PND será utilizado no processo de seleção.

Na primeira edição, 1.508 redes municipais e 22 estaduais aderiram à avaliação. Mais de 1 milhão de candidatos fizeram inscrição, e cerca de 760 mil compareceram para realizar a prova.

Do total de participantes, aproximadamente 492 mil alcançaram o nível de proficiência estabelecido na avaliação. O número supera a estimativa de demanda anual por novos professores nas redes públicas de ensino do país.

Cerca de 220 mil participantes também se inscreveram em seleções abertas por estados e municípios que decidiram utilizar a nota da PND como parte do processo de contratação.

O Ministério da Educação reforça que a participação na prova, por si só, não garante vaga. A contratação depende das regras de cada edital, do número de vagas disponíveis e dos critérios definidos por cada rede de ensino.

A adesão ao exame cresceu em 2026. Neste ano, mais de 2 mil entes federativos decidiram utilizar a PND, incluindo a maior parte dos estados e das capitais brasileiras.

A segunda edição da prova reuniu mais de 625 mil inscritos e foi aplicada em centenas de municípios. A avaliação contempla diferentes áreas de licenciatura e é voltada tanto para estudantes em fase de conclusão dos cursos quanto para profissionais já formados.

A Prova Nacional Docente é realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e integra as ações do programa Mais Professores para o Brasil.

A PND não substitui concursos ou processos seletivos. A nota funciona como um dos instrumentos que podem ser utilizados pelos governos estaduais e municipais para avaliar candidatos interessados em atuar na educação pública.

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Acre

Ufac oferece 27 vagas para mestrado e doutorado em Saúde Coletiva

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A Universidade Federal do Acre (Ufac) abriu seleção para 27 vagas nos cursos de mestrado e doutorado acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC), em Rio Branco. As vagas são destinadas ao ingresso no primeiro semestre de 2027, sendo 14 para o mestrado e 13 para o doutorado.

As inscrições serão realizadas pela internet em outubro. Para o mestrado, os interessados poderão se inscrever entre 14 e 29 de outubro de 2026. No doutorado, o prazo termina em 30 de outubro.

No mestrado, dez vagas são destinadas à ampla concorrência e quatro às ações afirmativas para candidatos negros, indígenas e pessoas com deficiência. A seleção contempla graduados em diferentes áreas relacionadas à saúde e campos previstos no edital, como Enfermagem, Medicina, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social, Educação Física, Fisioterapia, Farmácia, Ciências Biológicas, Biomedicina e Saúde Coletiva.

O curso tem duração máxima de 24 meses e carga horária de 810 horas. As atividades acadêmicas serão realizadas em período integral, nos turnos da manhã e da tarde.

A seleção para o mestrado terá prova escrita de Saúde Coletiva, arguição e análise do Currículo Lattes. A prova está prevista para 10 de novembro, das 8h30 às 12h30. As arguições devem ocorrer entre 30 de novembro e 4 de dezembro. O resultado final está previsto para 18 de dezembro.

Para o doutorado, são oferecidas dez vagas de ampla concorrência e três destinadas às ações afirmativas. Podem participar candidatos com título de mestre reconhecido pelo Ministério da Educação. Quem estiver concluindo o mestrado também poderá concorrer, desde que cumpra as exigências para obtenção do título antes da matrícula.

A seleção do doutorado terá avaliação do anteprojeto de tese, apresentação e defesa oral do trabalho, arguição e análise do Currículo Lattes. As apresentações estão previstas para ocorrer entre 1º e 7 de dezembro. O resultado final deve ser divulgado em 14 de dezembro, enquanto a convocação para matrícula está prevista até 25 de janeiro de 2027.

O programa desenvolve pesquisas relacionadas ao processo saúde-doença, determinantes sociais, produção do cuidado, promoção e prevenção da saúde, políticas públicas e gestão. As linhas também abrangem estudos sobre doenças transmissíveis e não transmissíveis, saúde da criança, da mulher e do idoso, nutrição, segurança alimentar e educação em saúde.

Os editais também estabelecem exigências relacionadas à proficiência em leitura em língua inglesa. A aprovação no processo seletivo não garante bolsa de estudos, já que a concessão depende da disponibilidade de recursos e cotas das agências de fomento.

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