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Cultura

Cruzeiro do Sul está pronta para o início do animado Festival de Quadrilhas Juninas

Prefeitura de Cruzeiro do Sul promove Festival de Quadrilhas Juninas com premiação de R$ 13 mil

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A Prefeitura de Cruzeiro do Sul realizará o 4⁰ Festival Regional de Quadrilhas Juninas neste final de semana, com a participação de grupos dos municípios locais. A premiação total será de R$ 13 mil, distribuída entre as quadrilhas vencedoras.

O festival tem como objetivo valorizar a cultura popular caipira da região do Juruá. Quatro quadrilhas, Malacabados, Deu no Aro, São Francisco na Roça e Levanta Poeira, competirão nos critérios de entrada, animação, repertório musical, evolução, alinhamento, vestuário, marcador, casamento e desenvolvimento do tema.

Foto: Assessoria/cedida

“A comissão julgadora, formada por especialistas, avaliará diversos quesitos das apresentações”, explicou o secretário de Cultura, Aldemir Maciel.

Além das competições, o festival também impulsionará o empreendedorismo local e a economia, contará com uma feira de comidas típicas, além de diversas atrações culturais no palco da praça central da cidade. Já se pode notar uma maior circulação de pessoas na cidade, criando boas expectativas de aumento na demanda por hospedagem. Cruzeiro do Sul já vive um clima animado e familiar que com certeza será mantido durante os dois dias do festival de quadrilhas juninas.

Cultura

Lula anuncia R$ 1,6 bilhão para o setor audiovisual

Recursos vão ser utilizados na produção de séries e filmes nacionais

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O governo federal vai investir R$ 1,6 bilhão no setor audiovisual, com foco na produção de filmes e séries nacionais. O anúncio foi feito hoje (19) em evento no Rio de Janeiro que celebrou o Dia Nacional do Cinema. A data é uma referência às primeiras imagens cinematográficas registradas no país, em 19 de junho de 1898, pelo cineasta Afonso Segreto.

Na cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que regulamenta a cota de tela em cinema.

A Lei 14.814/2024 foi sancionada em janeiro deste ano e determina que salas de cinema devem exibir uma cota comercial de obras cinematográficas brasileiras até 31 de dezembro de 2033.

Segundo o governo, o objetivo é promover a valorização do cinema nacional. A Agência Nacional do Cinema (Ancine) terá a responsabilidade de fiscalizar o cumprimento da lei, com a exibição dos filmes de forma proporcional durante o ano.

Lula aproveitou o evento para pedir a regulamentação do setor de streaming, discussão que está no Congresso e prevê taxação de plataformas digitais. E para cobrar a valorização das produções audiovisuais brasileiras.

“Eu acho que a gente tem condições de fazer uma regulamentação para que esse país seja livre, soberano, dono do seu nariz, da sua arte e do seu futuro”, disse Lula. “Um país que não tem cultura, que não investe nela, o povo não é povo, é massa de manobra. Porque a cultura politiza e refresca a cabeça das pessoas. Por isso que acreditamos muito na cultura e investimos nela”.

Durante a cerimônia, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou uma linha de crédito direcionada especialmente para a indústria audiovisual: o BNDES FSA Audiovisual. Ela foi desenvolvida em conjunto com o Ministério da Cultura e a Ancine. O orçamento inicial é de R$ 400 milhões, com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual.

O público-alvo são empresas de controle nacional e o intuito é aprovar projetos com valor mínimo de R$ 10 milhões em custo financeiro básico. Projetos de menor porte terão apoio por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Mercadante disse que o objetivo principal é investir nos principais gargalos de produção e exibição: infraestrutura audiovisual, inovação e acessibilidade.

“Vamos levantar o cinema brasileiro. Garantir tela para quem produz a alma e a história do povo brasileiro”, disse Mercadante.

Por Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Cultura

Pesquisa de ambientação para roteiro sobre seringueiros é tema de conversa com Arquilau de Melo

Arison Jardim e a pesquisa para o roteiro de “Amazônia: Uma história de amor” encontram inspiração na vida e nas histórias de Arquilau de Melo

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O projeto “Amazônia: Uma história de amor”, aprovado para financiamento pela Lei Paulo Gustavo e administrado pela Fundação Elias Mansour, no Acre, está em desenvolvimento e conta com a participação de diversos profissionais. O projeto, liderado por Maria Meirelles, tem roteiro escrito pelo jornalista Arison Jardim e é inspirado na vida dos seringueiros da Amazônia. Nesta terça-feira, 18, Arison Jardim conduziu uma conversa com o ex-desembargador Arquilau de Melo para coletar informações e ambientar a narrativa do filme.

O projeto, intitulado “Amazônia: Uma história de amor”, narra a vida de Raimundo Nonato e sua família, focando no cotidiano dos seringueiros e na complexidade das relações sociais na região. A história aborda temas como o extrativismo, a conservação ambiental e as desigualdades sociais, destacando-se por sua relevância cultural e social.

Arquilau de Melo, que nasceu em um seringal, no Alto do Rio Juruá Mirim, na região do Juruá, compartilhou suas experiências desde a infância no seringal até sua trajetória como advogado, juiz e, posteriormente, desembargador. Ele relembrou sua infância no seringal e a mudança para a cidade aos sete anos para estudar.

Após formar-se em direito, atuou como advogado em defesa dos seringueiros e trabalhadores rurais. Sua atuação como juiz e desembargador foi marcada pela busca por justiça e pela valorização da história e cultura do Acre. Atualmente, é curador do espaço Casa Museu, um ponto de cultura que está sempre aberto para receber escolas e grupos, sem qualquer cobrança financeira, promovendo um ambiente de diálogo e aprendizado.

Arison Jardim busca retratar a realidade da Amazônia, destacando a importância da preservação ambiental e a luta por justiça social na região. Foto: Alexandre N Nobre

Durante a conversa, Arquilau detalhou aspectos importantes da vida dos seringueiros, como as dificuldades enfrentadas no trabalho e as relações sociais na região. Ele mencionou a prática de “correrias” contra os indígenas, a exploração dos trabalhadores e a complexa dinâmica entre seringueiros e seringalistas. Além disso, discutiu a influência de figuras históricas e as mudanças econômicas e sociais na Amazônia ao longo do tempo.

A conversa forneceu material valioso para o roteiro de “Amazônia: Uma história de amor”, contribuindo para uma representação autêntica e detalhada do cotidiano dos seringueiros. A produção busca retratar a realidade da Amazônia, destacando a importância da preservação ambiental e a luta por justiça social na região. “Nós temos uma história fantástica, bonita, de luta, de guerra, na Amazônia. É fundamental que a gente mantenha viva a memória dessa história”, afirma.

“Amazônia: Uma história de amor” é um projeto selecionado por sua capacidade de abordar questões essenciais para a compreensão da história e cultura da Amazônia. “Contar as histórias, escrever sobre aquilo que o pessoal viveu é uma maneira de manter viva essa história”, declarou Arquilau.

Sobre o Casa Museu

A conversa foi realizada no espaço Casa Museu, construído por Arquilau e sua família em sua casa e que promove o reconhecimento e a valorização da identidade acreana e amazônica, destacando a importância de conhecer e preservar a própria história. Este esforço ajuda a combater preconceitos e a valorizar as contribuições dos trabalhadores locais, como os seringueiros.

Casa Museu: Um refúgio de memória e cultura acreana, criado por Arquilau de Melo e sua família, para preservar e valorizar a história dos seringueiros e a identidade amazônica – Foto Jean Andrade

Apesar dos desafios financeiros e logísticos, Arquilau de Melo investiu seus próprios recursos na criação do espaço atual da Casa Museu. Ele acredita que a gestão do museu deve estar nas mãos da sociedade civil, garantindo a perenidade e a continuidade do projeto independente das variações na administração pública.

Projeto: Desenvolvimento do roteiro e longa-metragem de ficção intitulado “Amazônia: Uma História de Amor”
Proponente: Maria Meirelles
Financiamento através de recursos da Lei Paulo Gustavo.
Edital Lei Paulo Gustavo Acre – Edital de Audiovisual Nº 006/2023
FUNDAÇÃO DE CULTURA E COMUNICAÇÃO ELIAS MANSOUR – FEM

Assessoria: Maria Mariah Fotos: Alexandre Nunes e Jean Andrade

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Cultura

Projeto Som do Acre abre inscrições para artistas e bandas locais

Iniciativa busca fortalecer a cena musical do estado com mapeamento, formação e oportunidade de apresentação nacional

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As inscrições para o Projeto Som do Acre estão abertas até 28 de junho. Fruto de uma emenda parlamentar do Deputado Federal Leo de Brito (PT-AC), o projeto visa fortalecer a cena musical do estado e é gratuito para artistas e bandas locais. A participação deve ser confirmada por meio da inscrição na Rede Floresta Ativista.

O projeto é dividido em três etapas. A primeira fase, intitulada “Mapeamento da Cena”, pretende traçar um perfil da música acreana. A segunda etapa, “Formação Avançada”, oferecerá oficinas gratuitas sobre mercado musical e gestão de carreira, programadas para ocorrer entre os dias 1 e 4 de julho. Na terceira fase, “Posicionamento Nacional”, os participantes concorrem a uma viagem para São Paulo, onde terão a oportunidade de se apresentar na @navecoletiva da @midianinja.

Banda Fire Angel / Festival Chico Pop na Concha Acustica de Rio Branco Foto: Sérgio Vale

Para participar, os interessados devem preencher o formulário disponível em rede.florestaativista.org/som e garantir 100% de presença nas quatro oficinas oferecidas.

Mais informações podem ser obtidas pelo Instagram @som.vc

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