O desmatamento na Amazônia Legal aumentou 17,8% entre agosto de 2024 e março de 2025, segundo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). No período, 2.296 km² de floresta foram derrubados e a degradação florestal, causada principalmente por queimadas, subiu 329%, atingindo 34.013 km².
No Acre, o cenário segue a tendência regional. O estado ocupa a 26ª posição entre os 27 estados brasileiros no ranking de recuperação de áreas degradadas, com apenas 0,02% de sua área reconvertida para vegetação nativa, conforme dados do Centro de Liderança Pública (CLP).
Entre 2017 e 2020, o programa Amazônia Protege, do Ministério Público Federal (MPF), registrou 22 processos judiciais no Acre relacionados a desmatamento ilegal, baseados em imagens de satélite e bancos de dados públicos.
A pesquisadora Larissa Amorim, do Imazon, destacou que o período atual de chuvas é uma oportunidade para reduzir o desmatamento. Já o governo federal informou que, entre agosto de 2024 e março de 2025, houve queda de 9,7% nas áreas sob alerta de desmatamento.
A divergência nos números ocorre devido às diferenças nos sistemas de monitoramento: o Imazon detecta desmatamentos a partir de 1 hectare, enquanto o Deter, do Inpe, considera áreas superiores a 3 hectares.