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Política

Em semana de Expoacre Juruá, Bocalom amplia conversas e adesões no interior

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O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, intensificou nesta semana a agenda no Vale do Juruá, com compromissos em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, em uma ofensiva política voltada à ampliação de alianças, ao diálogo com lideranças locais e à defesa do setor produtivo como eixo de desenvolvimento para o estado.

A chegada a Cruzeiro do Sul abriu a agenda regional ainda no domingo, 28, em meio à movimentação política e econômica provocada pela Expoacre Juruá 2026. Nas redes sociais, Bocalom resumiu a recepção no município com tom de reencontro. “Que alegria chegar ao Vale do Juruá”, escreveu, ao lado da esposa, Kelen Bocalom, antes de iniciar uma série de encontros com empresários, produtores, apoiadores e representantes de segmentos sociais.

Na segunda-feira, 29, o pré-candidato participou do Seminário Estadual de Desenvolvimento do Vale do Juruá, realizado na Associação Comercial de Cruzeiro do Sul. O encontro reuniu lideranças políticas, produtores rurais, comerciantes, empresários e representantes do setor de serviços para discutir propostas nas áreas de infraestrutura, agronegócio, saúde, educação, segurança pública, turismo, cultura e geração de emprego. Bocalom afirmou que a fase de escuta será usada para orientar o plano de governo. “A pesquisa para mim é o povo na rua”, disse, ao defender o contato direto com os moradores como termômetro da pré-campanha.

A passagem pela cidade também ocorreu em meio ao debate sobre pesquisas eleitorais. Ao comentar levantamentos divulgados nesta fase pré-eleitoral, Bocalom criticou os números e afirmou que o cenário ainda está distante de uma definição. “Essas pesquisas, neste momento, mentem”, declarou. Para ele, a decisão do eleitor só ganha forma na reta final da campanha, quando a população passa a comparar propostas e trajetórias.

Durante a semana, Bocalom também percorreu a Expoacre Juruá, no Parque de Exposições de Cruzeiro do Sul, onde conversou com expositores, visitou estandes e participou da noite gospel da feira. O evento, realizado entre 30 de junho e 5 de julho, reuniu produtores, empresários, empreendedores e lideranças políticas, colocando a região no centro das discussões sobre economia, produção rural e sucessão estadual.

Na feira, o pré-candidato voltou a defender que o interior seja tratado como base para geração de emprego e renda. “É muito bom ver o crescimento da ExpoJuruá”, afirmou. Ao falar com produtores e visitantes, disse que o Vale do Juruá reúne condições para ampliar a produção e atrair investimentos. “O Juruá tem um enorme potencial produtivo”, completou.

Bocalom associou a agenda regional ao discurso que levou para a disputa estadual. A defesa da produção rural, marca de suas campanhas anteriores, foi repetida em conversas com agricultores, pecuaristas e empresários. “Cabe ao Estado criar as condições necessárias”, disse, ao sustentar que o poder público deve facilitar a vida de quem produz, melhora ramais, transporta mercadorias e mantém atividades econômicas nos municípios mais distantes da capital.

A articulação política em Cruzeiro do Sul avançou com a adesão de lideranças locais. Entre os apoios estão o médico Rondinei Brito, a médica cardiologista e empresária Joseane Tonussi e o ex-vereador Romário Tavares, que exerceu cinco mandatos no Legislativo municipal e atua na coordenação política da pré-campanha no Juruá.

Em Mâncio Lima, Bocalom reforçou a aproximação com o empresário e pecuarista Chicão da Distribuidora, candidato a prefeito nas eleições de 2024. A agenda incluiu visitas a comunidades, conversas com lideranças e encontros com apoiadores. Em publicação sobre a passagem pelo município, o pré-candidato voltou a tratar a viagem como uma agenda de escuta e agradecimento. “Obrigado pelo carinho e pela amizade”, registrou.

A agenda também chegou a Rodrigues Alves, onde Bocalom se reuniu com lideranças políticas, empresários e representantes do setor rural. No município, visitou o ex-vereador e ex-secretário municipal de Educação Petronilho Araújo e dialogou com o vereador Chico Vaqueiro, ligado à pauta da agricultura e do homem do campo. “Minha gratidão ao senhor Petronilho e a toda a sua família”, afirmou, ao destacar a relação política construída ao longo dos anos.

Política

Acre elege 24 homens e deixa mulheres fora da Assembleia Legislativa

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O Acre não elegeu nenhuma mulher para a Assembleia Legislativa nas eleições deste domingo (4). Com 100% das 2.270 seções totalizadas, as 24 cadeiras da próxima legislatura ficaram com candidatos homens, deixando a Aleac sem representação feminina entre os titulares a partir de 2027.

A maior bancada será formada pela Federação União Progressista, que conquistou nove vagas. Foram eleitos Nicolau Júnior, Fagner Calegario, Clodoaldo Rodrigues, André da Droga Vale, Manoel Moraes, Adailton Cruz, Samir Bestene, Tio Pablo Bregense e Afonso Fernandes.

O PL terá quatro deputados estaduais: Chiquinho do Duda, Arlenilson Cunha, Raimundo Neném e Gláucio Pedrosa. O Republicanos elegeu três nomes: Eduardo Ribeiro, Gene Diniz e Tadeu Hassem.

PSD e MDB conquistaram duas cadeiras cada. Pelo PSD, foram eleitos Jailson Amorim, com 5.158 votos, e Antonio Pedro, com 5.118. No MDB, as vagas ficaram com Marcus Alexandre, que recebeu 12.872 votos, e Tanizio Sá, com 12.023. Antonia Sales, também do MDB, recebeu 5.809 votos e ficou na suplência.

As demais cadeiras foram conquistadas por Edvaldo Magalhães, do PCdoB, com 9.273 votos; Emerson Jarude, do Novo, com 9.434; Tchê, do PDT, com 10.003; e Leôncio Castro, do PSDB, com 4.933. Taiane Santos, do PDT, obteve 2.748 votos e ficou na suplência da legenda.

A disputa mais apertada por uma cadeira ocorreu dentro da Federação União Progressista. Afonso Fernandes conquistou a última vaga do grupo com 9.593 votos, apenas 62 a mais que Whendy Lima, que recebeu 9.531 e ficou na primeira suplência da federação.

O resultado deixa a próxima composição da Assembleia formada integralmente por homens. No total, a Federação União Progressista terá nove deputados; o PL, quatro; o Republicanos, três; PSD e MDB, dois cada; e Federação Brasil da Esperança, Novo, PDT e Federação PSDB-Cidadania, uma cadeira cada.

Na disputa para a Câmara dos Deputados, o cenário foi diferente. Duas mulheres conquistaram mandato federal pelo Acre: Socorro Neri, do PP, com 39.587 votos, e Perpétua Almeida, do PCdoB, com 15.800. Elas ocuparão duas das oito vagas acreanas na Câmara a partir de 2027.

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Mailza Assis e Alan Rick vão disputar segundo turno pelo Governo do Acre

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A eleição para o Governo do Acre será decidida no segundo turno entre Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos). Com 99,52% das seções totalizadas na noite deste domingo (4), Mailza aparecia na primeira colocação, com 49,76% dos votos válidos, enquanto Alan ocupava o segundo lugar, com 32,28%.

Às 18h32, horário local, o sistema de apuração registrava 2.259 das 2.270 seções do Acre já totalizadas. Mailza somava 217.576 votos. Alan Rick tinha 141.150 votos.

Mailza liderou a contagem durante a apuração e chegou próxima dos 50% necessários para encerrar a eleição no primeiro turno. Com a definição da disputa em duas etapas, a atual governadora enfrentará diretamente Alan Rick na segunda votação.

Tião Bocalom (PSDB) terminou a disputa fora do segundo turno. Na atualização anterior da apuração, ele aparecia na terceira colocação, seguido por Thor Dantas (PSB).

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Os eleitores acreanos voltarão às urnas para escolher entre Mailza Assis e Alan Rick quem comandará o Governo do Acre pelos próximos quatro anos.

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Política

Quase 2 milhões de eleitores com deficiência votam em eleição marcada por obstáculos de acessibilidade

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As eleições de 2026 registraram o maior número de pessoas com deficiência aptas a votar no país, com cerca de 1,9 milhão de eleitores. Apesar do avanço no cadastro e da ampliação das seções adaptadas, dificuldades de acesso a locais de votação ainda foram registradas neste domingo (4).

O número representa crescimento em relação a 2022, quando aproximadamente 1,3 milhão de eleitores declararam algum tipo de deficiência. Para atender esse público, a Justiça Eleitoral cadastrou 220,5 mil seções com condições de acessibilidade. Na eleição anterior, eram 156,2 mil.

Entre os eleitores registrados, cerca de 617 mil possuem dificuldade de locomoção, 319 mil têm deficiência visual, 182 mil deficiência auditiva e 64 mil declararam dificuldades para exercer o voto. Outros 994 mil registros aparecem na categoria de outras deficiências.

Mesmo com a ampliação da estrutura, eleitores enfrentaram problemas durante a votação. No Rio de Janeiro, Alexandre Prudente, que utiliza cadeira de rodas, foi até a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), onde havia votado anteriormente, mas descobriu após subir rampas e utilizar um elevador que sua seção havia sido transferida novamente para outro endereço.

Ele precisou deixar a universidade e percorrer cerca de 1,5 quilômetro até a Igreja Metodista de Vila Isabel. No novo local, ainda enfrentou fila e esperou aproximadamente uma hora, apesar do direito ao atendimento prioritário.

“Nunca levei tanto tempo para votar. Da outra vez, foi muito mais rápido. Mas, no fim, consegui deixar meu voto”, relatou.

Também no Rio, a eleitora Isaura dos Santos, de 77 anos, que possui dificuldade de locomoção e utiliza bengala, precisou subir escadas para chegar à seção eleitoral em uma escola sem elevador.

“Não tem elevador para a gente subir. E no escuro, com a lâmpada apagada. Como pode uma situação dessa?”, questionou.

A legislação eleitoral garante prioridade às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Esses eleitores também podem receber auxílio de uma pessoa de confiança dentro da cabine de votação quando a ajuda for necessária, mesmo sem solicitação antecipada.

As urnas eletrônicas possuem recursos voltados à acessibilidade, como teclado em braile e sistema de áudio para pessoas cegas ou com baixa visão. Nesse último caso, os fones de ouvido utilizados devem ser fornecidos pela Justiça Eleitoral.

A Justiça Eleitoral informou que realiza vistorias periódicas nos locais de votação. Parte dos imóveis utilizados pertence às redes públicas de ensino ou a instituições parceiras, e as condições estruturais desses prédios podem sofrer alterações entre uma eleição e outra.

O aumento do número de seções adaptadas acompanha o crescimento do eleitorado com deficiência, mas os relatos registrados durante o primeiro turno mostram que barreiras físicas e dificuldades de deslocamento ainda fazem parte da rotina de quem precisa de condições específicas para exercer o direito ao voto.

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