O início desta semana foi marcado por intensas movimentações no cenário político acreano, com articulações e encontros que apontam para possíveis realinhamentos visando as eleições de 2026.
Na segunda-feira (24), um gesto simbólico chamou atenção durante uma agenda oficial: o governador Gladson Cameli (PP) e o ex-prefeito de Rio Branco Marcus Alexandre (MDB) se encontraram publicamente e trocaram cumprimentos afetuosos durante a sanção da lei que muda o nome da Fundhacre para Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo. Apesar de não terem revelado o conteúdo da conversa, o encontro gerou especulações sobre reaproximação política, especialmente num momento em que o MDB tem sido cortejado tanto pelo Progressistas, partido de Gladson, quanto pelo União Brasil, liderado no estado pelo senador Alan Rick.
Ainda na segunda, após o episódio com Gladson, Marcus Alexandre participou de uma reunião reservada com os chamados “Cabeças Pretas” do MDB – grupo composto por jovens lideranças da legenda, como os vereadores Éber Machado, Neném Almeida, Fábio Araújo, o deputado estadual Tanísio Sá, entre outros. O encontro teve como pauta as disputas internas pela presidência estadual do partido e os caminhos que a sigla deve seguir nas próximas eleições. Entre as discussões, esteve a possibilidade de o MDB integrar a base do atual governo estadual, com apoio à possível candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao Palácio Rio Branco.
O nome de Marcus também teria surgido como possível candidato à presidência do MDB, em oposição à permanência de Vagner Sales no comando da sigla.
Já nesta terça-feira (25), foi a vez do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), entrar na pauta política. Em visita de cortesia ao presidente da Assembleia Legislativa do Acre, deputado Nicolau Júnior (PP), Bocalom declarou à imprensa que sempre teve a intenção de disputar o governo do estado. “Todo mundo sabe que fui candidato ao governo três vezes. Então é evidente que essa intenção sempre existiu”, afirmou. Apesar de garantir que deseja concluir seu atual mandato, o prefeito não descartou a possibilidade de entrar novamente na disputa pelo Executivo estadual. Ele ainda reconheceu as pretensões da vice-governadora Mailza Assis, considerando-as “justas”.
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As movimentações sugerem que as articulações rumo a 2026 estão em pleno andamento, com lideranças políticas se reposicionando e testando alianças.