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Direto ao ponto

“Corpo inteiro” no MDB ou espaço cativo do PL? O disse me disse de Gladson e Mailza

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A política acreana viveu mais um capítulo de discursos desencontrados nesta sexta-feira (27), durante agendas em Cruzeiro do Sul. No mesmo palanque, governador e vice-governadora apresentaram termômetros diferentes para medir a temperatura da aliança governista com o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) visando as eleições de 2026.

O “Disse me Disse” no Juruá

Enquanto o otimismo ditou o tom de um lado, o pragmatismo marcou o outro:

A garantia de Gladson: Durante a entrega de títulos de terra, o governador fez questão de afirmar que a aliança com o MDB para apoiar a candidatura de Mailza ao governo está “certa e segura”. Usando sua retórica característica, disparou: “O MDB já está com a perna, os dois braços, as duas pernas e o corpo inteiro já nessa aliança”.

O freio de Mailza: A vice-governadora, no entanto, adotou um discurso mais cauteloso. Embora confirme que as tratativas estejam avançadas, ela deixou claro que o espaço que o MDB ocupará ainda não está definido: “Olha, o MDB é um partido importante, estamos dialogando há muito tempo. Claro que todo partido que chega precisa ser acolhido e ter seu espaço, mas isso ainda não está definido”, explicou.

A Matemática Majoritária e o Gargalo do Senado

O centro do impasse não está na aliança em si, mas no custo dela. Lideranças do MDB exigem não apenas o apoio do Palácio Rio Branco às suas candidaturas para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), mas também a garantia de participação na chapa majoritária. O nome na mesa é o de Jéssica Sales para o Senado.

O problema é que a matemática eleitoral é implacável. Como o próprio Gladson Cameli é apontado como o nome natural para a primeira vaga ao Senado, a disputa se afunila para a segunda e última cadeira. Mailza afirma que esse assunto ainda está em discussão, mas os bastidores do governo já indicam um caminho diferente.

A Chegada do PL e a Pergunta que Fica

A prioridade do Governo para essa segunda vaga, segundo fontes do Palácio Rio Branco, é o senador Márcio Bittar. O principal peso dessa escolha é o fato de que o Partido Liberal (PL) já integra a base de apoio à pré-candidatura de Mailza. A própria vice-governadora reconheceu a complexidade desse xadrez ao afirmar que as conjunturas precisam ser avaliadas, citando nominalmente “a chegada do PL” ao lado do MDB na mesa de negociações.

Diante desse cenário, a crônica política do momento deixa uma pergunta incontornável no ar:

Se a aliança governista já tem Gladson Cameli consolidado para a primeira vaga ao Senado, e se a chegada do PL garante a Márcio Bittar o favoritismo do Palácio para a segunda vaga majoritária, que espaço real sobrará para o MDB? Se o corpo inteiro do partido já está na aliança, como diz o governador, como ficará a situação de Jéssica Sales nessa equação onde, aparentemente, faltam cadeiras para acomodar tantos convidados de peso?

Direto ao ponto

Por que não uma chapa com Bocalom, Petecão e Eduardo Veloso?

Em um cenário ainda aberto para 2026 no Acre, uma chapa com Tião Bocalom ao governo e Sérgio Petecão e Eduardo Veloso ao Senado pode surgir como alternativa competitiva às pré-candidaturas já colocadas

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A corrida eleitoral para o governo do Acre em 2026 ainda está longe de estar definida. Embora alguns nomes já apareçam como pré-candidatos e comecem a ocupar espaço no debate político, o cenário segue aberto e sujeito a rearranjos. É nesse contexto que surge uma pergunta que começa a circular nos bastidores da política acreana: por que não uma chapa formada por Tião Bocalom para governador e pelos nomes de Sérgio Petecão e Eduardo Veloso para o Senado?

Hoje, o senador Alan Rick aparece como um dos principais nomes colocados para a disputa do governo. Com mandato em Brasília e presença frequente no noticiário, ele desponta como uma candidatura competitiva dentro do campo político que hoje governa o Estado. Ao mesmo tempo, a vice-governadora Mailza Assis também se movimenta politicamente e é vista como uma possível candidata à sucessão estadual.

No entanto, eleições majoritárias raramente seguem um roteiro previsível. Ao longo do processo, novas composições políticas podem surgir e alterar completamente o tabuleiro eleitoral.

É nesse ponto que a hipótese de uma chapa liderada por Tião Bocalom ganha relevância. Prefeito da capital e figura conhecida da política acreana, Bocalom reúne algumas características que historicamente pesam em disputas estaduais: visibilidade administrativa, presença diária no debate público e capacidade de apresentar resultados concretos de gestão.

Ao lado dele, a presença do senador Sérgio Petecão poderia representar a força de um político experiente, com trajetória consolidada e forte inserção no interior do estado. Petecão construiu ao longo dos anos uma base eleitoral sólida e mantém presença política constante em diferentes regiões do Acre.

Já Eduardo Veloso surge como um nome que dialoga com uma geração mais recente da política acreana, ampliando o alcance da chapa e contribuindo para construir pontes com setores urbanos, profissionais liberais e segmentos mais jovens do eleitorado.

Sob o ponto de vista eleitoral, a combinação teria uma lógica interessante: Bocalom representando o peso político da capital e a experiência administrativa; Petecão agregando capilaridade política no interior; e Veloso ampliando o diálogo com novos segmentos do eleitorado.

Enquanto isso, as candidaturas já colocadas, como as de Alan Rick ou de Mailza Assis, tendem a disputar em grande medida o mesmo campo político e eleitoral. Uma nova composição poderia reorganizar forças e apresentar ao eleitor acreano uma alternativa diferente dentro desse mesmo espectro.

Naturalmente, política não se faz apenas com hipóteses. Ela depende de alianças, circunstâncias e do sentimento do eleitor ao longo da campanha. Mas é justamente no início do processo eleitoral que surgem as ideias que, mais adiante, podem ganhar corpo e se transformar em projetos concretos.

Por isso, a pergunta é pertinente: em um cenário ainda em construção para 2026, por que não Bocalom para governador, com Petecão e Eduardo Veloso ao Senado?

Na política, muitas vezes, as alternativas mais interessantes começam exatamente com uma pergunta desafiadora.

Foto: Luciano Tavares, do Notícias da Hora

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Direto ao ponto

“Temos que eleger barba, cabelo e bigode” – A máquina governista e o cerco para monopolizar o poder no Acre

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O xadrez político para as eleições de 2026 no Acre ganhou contornos de batalha campal com o avanço da aliança entre Progressistas (PP), Partido Liberal (PL) e União Brasil (UB). O foco do bloco governista é claro: capturar todas as oito cadeiras da bancada acreana na Câmara dos Deputados, além de garantir o controle do Palácio Rio Branco e as vagas no Senado. A estratégia de terra arrasada sobre os adversários foi exposta pelo governador Gladson Cameli ao cobrar o que chama de trabalho de formiguinha das bases aliadas nas ruas do estado. A movimentação aciona o alerta da vigilância pública, uma vez que o uso do maquinário estatal e a aglutinação de forças buscam anular o oxigênio da oposição e de correntes divergentes dentro da própria direita. A responsabilidade diante da população cresce na mesma proporção em que as portas se fecham para o debate plural.

Nos bastidores da capital, a tática de esvaziamento das frentes concorrentes opera em alta rotação. O senador Márcio Bittar, marchando ao lado de Cameli e da vice-governadora Mailza Assis, puxou o tapete de nomes como Jéssica Sales, Mara Rocha, Petecão e Eduardo Velloso ao cravar publicamente que a direita possui apenas dois pré-candidatos ao Senado. A manobra tenta asfixiar candidaturas independentes e forçar uma polarização direta com a esquerda, resgatando a memória política de que apenas o atual governador e Jair Bolsonaro foram capazes de quebrar a antiga hegemonia do Partido dos Trabalhadores no estado. Com 18 das 22 prefeituras acreanas sob a órbita de influência dessa coalizão, o grupo joga com o peso do trator institucional para varrer o mapa eleitoral. O campo de batalha está desenhado: quem não estiver no palanque oficial corre o risco de entrar no pleito sem estrutura e sem legenda.

Os números apontam a frieza técnica da operação em contraste absoluto com os discursos emocionais de palanque. Historicamente, a pulverização dos votos sempre garantiu uma divisão proporcional das oito cadeiras federais do Acre entre diferentes correntes. Agora, a matemática do bloco governista exige um alinhamento cego de recursos e influência regional para atingir um monopólio inédito no Congresso Nacional. Enquanto os líderes políticos discursam sobre a necessidade de união para garantir melhor saúde e melhor educação, a engenharia eleitoral atua para blindar o poder em um grupo restrito, cobrando lealdade total da militância que deverá subir e descer rios para garantir a vitória nas urnas. As manobras de bastidor vão ser publicadas e acompanhadas passo a passo, pois o fardo financeiro e estrutural dessa concentração de forças sempre recai sobre o pagador de impostos.

O impacto prático dessa tentativa de monopólio legislativo será medido pela capacidade das instituições e da sociedade civil de vigiar a máquina governamental até outubro de 2026. A imposição de um rolo compressor eleitoral pode silenciar minorias e extinguir a diversidade de pautas enviadas a Brasília em nome do Acre. O avanço do calendário mostrará se o governo conseguirá consolidar o controle absoluto das chapas ou se surgirão baixas na base aliada diante da disputa interna pelo fundo eleitoral.

O eleitor, no fim da linha, terá de decidir se entrega as chaves de todas as esferas do poder para um único agrupamento político ou se impõe freios e contrapesos na composição da próxima legislatura.

Foto: Sérgio Vale

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Direto ao ponto

Comunicação que não converte: pesquisas expõem fragilidade estratégica do governo Lula em 2026

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AtlasIntel/Bloomberg e Real Time Big Data mostram liderança numérica, mas revelam empate técnico no segundo turno, desaprovação elevada e dificuldade de expansão eleitoral

Por Zé Américo Silva*

As análises recentes sobre a sucessão presidencial de 2026 estão ancoradas, principalmente, em dois levantamentos nacionais divulgados nos últimos dias: a pesquisa AtlasIntel em parceria com a Bloomberg e a pesquisa Real Time Big Data, registrada sob o nº BR-09353/2026 e divulgada em 03 de março de 2026.

Os dois estudos convergem num ponto central: Lula mantém posição competitiva no primeiro turno, mas enfrenta forte estreitamento quando o cenário evolui para o segundo turno — especialmente diante de Flávio Bolsonaro.

Na pesquisa Real Time Big Data, realizada com 2.000 entrevistas, margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança, Lula aparece entre 39% e 40% nos cenários estimulados de primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro oscila entre 32% e 34%. A vantagem existe, mas não é confortável.

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta 42% para Lula e 41% para o adversário — empate técnico dentro da margem de erro. Trata-se de um dado politicamente relevante: um presidente no exercício do mandato, com ampla exposição institucional, não consegue abrir distância consistente no confronto direto.

A pesquisa também revela um indicador estrutural preocupante: 51% dos entrevistados desaprovam o governo federal, enquanto 44% aprovam. Na avaliação qualitativa, 46% classificam a gestão como ruim ou péssima, contra 26% que a consideram ótima ou boa.

Esses números ajudam a explicar por que a vantagem numérica no primeiro turno não se converte automaticamente em segurança eleitoral.

A AtlasIntel/Bloomberg, divulgada no fim de fevereiro, apresentou tendência semelhante: Lula lidera cenários iniciais, mas aparece em empate técnico em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro. O padrão se repete — base consolidada, porém dificuldade de expansão.

Quando se analisam os recortes da Real Time Big Data, o diagnóstico se aprofunda. Lula mantém ampla vantagem no Nordeste, mas enfrenta disputa mais equilibrada no Sudeste, Sul e Centro-Oeste . Entre eleitores de renda mais alta, a diferença diminui significativamente. A rejeição consolidada também é elevada: parcela expressiva declara conhecê-lo e não votar nele.

Esses dados não apontam derrota iminente, mas evidenciam limitação estratégica. O problema não está apenas na matemática eleitoral, mas na conversão comunicacional. Um governo com orçamento robusto, presença institucional diária e máquina pública operando deveria apresentar indicadores de aprovação capazes de ampliar sua margem.

A troca recente no comando da comunicação federal tinha como objetivo reverter ruídos, ampliar presença digital e melhorar performance nas redes sociais. Contudo, as pesquisas indicam que a percepção pública permanece tensionada. A narrativa governamental continua enfrentando dificuldade para transformar realizações administrativas em sentimento majoritário de aprovação.

A conclusão que emerge da combinação AtlasIntel/Bloomberg + Real Time Big Data é inequívoca: Lula permanece competitivo, mas vulnerável. Lidera, mas não consolida hegemonia. Avança no primeiro turno, mas encontra barreira no segundo.

Em termos estratégicos, a comunicação segue sendo o ponto mais sensível do governo. E em uma eleição polarizada, vulnerabilidade narrativa pode custar mais caro do que qualquer oscilação conjuntural de dois ou três pontos percentuais.

*Zé Américo Silva é jornalista e consultor de marketing político

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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