MEIO AMBIENTE

Pesquisa da UNICAMP e UFC reconstrói ambiente vulcânico amazônico de 1,8 bilhão de anos

o artigo é produto do trabalho de mestrado do pesquisador André Massanobu Ueno Kunifoshita, realizado na UNICAMP

Published

on

Uma pesquisa conduzida em colaboração entre a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) resultou na publicação de um artigo no periódico internacional Geoscience Frontier, com um fator de impacto de 8.9 e classificação Qualis A1. O estudo buscou reconstruir o ambiente geológico de antigos vulcões na região Amazônica, datados de aproximadamente 1,8 bilhão de anos.

Intitulado “The Colíder Paleoproterozoic felsic volcanism: New insights into stratigraphy and petrogenesis in the southern Amazonian Craton”, o artigo é produto do trabalho de mestrado do pesquisador André Massanobu Ueno Kunifoshita, realizado na UNICAMP, com orientação da Profª Maria José Mesquita (Instituto de Geociências da UNICAMP) e coorientação do Prof. Felipe Holanda dos Santos (Departamento de Geologia da UFC).

Segundo o Prof. Felipe Holanda, o estudo conclui que as rochas vulcânicas na região têm cerca de 1,8 bilhão de anos e estão associadas a antigas caldeiras vulcânicas. Caldeira vulcânica é uma denominação para uma forma de relevo circular e rebaixada, por onde lava e gases vulcânicos eram expelidos, como a caldeira vulcânica do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos.

A área analisada foi o distrito de União do Norte, localizado no norte do estado do Mato Grosso, parte da Província Mineral de Alta Floresta, uma das mais importantes províncias minerais do Brasil na região Amazônica. O estudo envolveu a reconstrução da região por meio de mapeamento geológico, identificando e descrevendo as rochas vulcânicas e minerais presentes.

Advertisement

O Prof. Felipe Holanda destaca a coleta de materiais para análises laboratoriais, que incluem desde a observação microscópica de minerais e rochas até análises químicas para determinar as composições. A datação das rochas e minerais coletados em campo também foi realizada.

Os resultados revelam evidências de diferentes tipos de erupções vulcânicas na região, incluindo erupções explosivas, caracterizadas por cinzas vulcânicas e fragmentos de rochas, e erupções efusivas, onde o vulcão expele mais lavas que percorrem longas distâncias.

O professor ressalta a importância dessas descobertas para compreender o ambiente da região Amazônica brasileira há 1,8 bilhão de anos, destacando que, embora o Brasil não tenha vulcões ativos hoje, geologicamente, o Norte do Brasil era uma área com muita atividade vulcânica na época.

Arte: Reprodução

O artigo completo (em inglês) está disponível para leitura na Geoscience Frontier:

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1674987123001895?via%3Dihub

Fonte: https://www.ufc.br/

Advertisement

Foto: Pedro Devani/SecomRio Moa, cheio de curvas, cachoeira e corredeiras, abraça a Serra do Divisor/Acre

Tendência

Sair da versão mobile