Uma pesquisa do Instituto Veritá realizada no Acre entre 18 e 24 de março de 2026, com 1.030 entrevistados e margem de erro de 3,5 pontos percentuais, desenhou cenários distintos para as eleições de 2026 no Estado, com variações relevantes entre perguntas espontâneas e estimuladas e um volume de eleitores ainda em fase de definição em algumas telas.
Na disputa pelo Senado, o levantamento apresentou duas leituras. No cenário espontâneo, quando o eleitor cita nomes sem receber uma lista, Jorge Viana apareceu à frente na contagem de votos válidos, seguido por Gladson Cameli e Márcio Bittar. Já no cenário estimulado, com os nomes apresentados, Gladson liderou com 36,6% dos votos válidos, com Jorge Viana em segundo, com 22%, e Bittar em terceiro, com 13,4%. Na sequência, surgiram Mara Rocha, com 8,7%, Jéssica Sales, com 7,4%, e Eduardo Velloso, com 7,1%. Como a eleição para o Senado terá duas vagas, a pesquisa também mediu o “segundo voto” e consolidou os dois votos possíveis: nesse recorte, Gladson somou 46% dos votos válidos, Jorge Viana marcou 28,7% e Bittar chegou a 24,3%. O levantamento ainda trouxe índices de rejeição entre os nomes testados, com Jorge Viana no patamar mais alto no recorte divulgado, seguido por Gladson.
Para o Governo do Acre, o cenário estimulado colocou o senador Alan Rick na liderança, com 41,3%, seguido pelo prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, com 26%, e pela vice-governadora Mailza Assis, com 25%. Thor Dantas apareceu com 7,7%. Na pesquisa espontânea, Alan Rick também ficou na frente, com 38,9%, com Mailza em segundo, com 27,5%, e Bocalom em terceiro, com 21,8%. No recorte de rejeição apresentado, Bocalom concentrou o maior percentual entre os testados.
No cenário para a Presidência da República com nomes apresentados, Flávio Bolsonaro apareceu com 59% das intenções de voto no Acre, contra 30,8% de Lula. Os demais pré-candidatos testados ficaram abaixo de 5%. Na espontânea, Flávio Bolsonaro também liderou, com Lula em segundo, e Jair Bolsonaro foi citado por uma parcela dos entrevistados. No índice de rejeição, Lula liderou o percentual de eleitores que disseram não votar nele, enquanto Flávio Bolsonaro veio na sequência.
O Instituto Veritá é uma empresa de pesquisas com sede em Uberlândia, em Minas Gerais, e atuação em levantamentos de opinião pública, gestão pública e estudos eleitorais, além de trabalhos na área de mercado. Nos últimos ciclos eleitorais, o instituto ampliou a presença no noticiário ao registrar levantamentos em diferentes Estados e cidades, especialmente em disputas locais, o que aumentou sua visibilidade nacional.
Quem não compareceu às urnas no primeiro turno das Eleições 2026 ainda poderá votar normalmente no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. A ausência registrada no último domingo (4) não impede o eleitor de participar da próxima etapa da eleição.
A regra ocorre porque cada turno é tratado pela Justiça Eleitoral de forma independente. Assim, mesmo quem faltou à primeira votação poderá comparecer no segundo turno, desde que esteja com a situação eleitoral regular.
O eleitor ausente também deverá justificar a falta referente ao primeiro turno. O prazo vai até 3 de dezembro de 2026. A justificativa pode ser apresentada pelos canais disponibilizados pela Justiça Eleitoral ou diretamente em um cartório eleitoral.
Caso o eleitor também não vote no segundo turno, será necessário justificar novamente, já que as ausências são contabilizadas separadamente. Para a votação de 25 de outubro, o prazo para apresentar a justificativa termina em 8 de janeiro de 2027.
A falta sem justificativa pode gerar multa e outras pendências eleitorais. O cancelamento do título pode ocorrer quando o eleitor deixa de votar em três eleições consecutivas sem justificar a ausência ou regularizar a situação, considerando que cada turno corresponde a uma eleição.
No Acre, onde haverá segundo turno para a escolha do próximo governador, quem não participou da votação do dia 4 poderá retornar às urnas no dia 25 e votar normalmente na disputa estadual.
O Acre não elegeu nenhuma mulher para a Assembleia Legislativa nas eleições deste domingo (4). Com 100% das 2.270 seções totalizadas, as 24 cadeiras da próxima legislatura ficaram com candidatos homens, deixando a Aleac sem representação feminina entre os titulares a partir de 2027.
A maior bancada será formada pela Federação União Progressista, que conquistou nove vagas. Foram eleitos Nicolau Júnior, Fagner Calegario, Clodoaldo Rodrigues, André da Droga Vale, Manoel Moraes, Adailton Cruz, Samir Bestene, Tio Pablo Bregense e Afonso Fernandes.
O PL terá quatro deputados estaduais: Chiquinho do Duda, Arlenilson Cunha, Raimundo Neném e Gláucio Pedrosa. O Republicanos elegeu três nomes: Eduardo Ribeiro, Gene Diniz e Tadeu Hassem.
PSD e MDB conquistaram duas cadeiras cada. Pelo PSD, foram eleitos Jailson Amorim, com 5.158 votos, e Antonio Pedro, com 5.118. No MDB, as vagas ficaram com Marcus Alexandre, que recebeu 12.872 votos, e Tanizio Sá, com 12.023. Antonia Sales, também do MDB, recebeu 5.809 votos e ficou na suplência.
As demais cadeiras foram conquistadas por Edvaldo Magalhães, do PCdoB, com 9.273 votos; Emerson Jarude, do Novo, com 9.434; Tchê, do PDT, com 10.003; e Leôncio Castro, do PSDB, com 4.933. Taiane Santos, do PDT, obteve 2.748 votos e ficou na suplência da legenda.
A disputa mais apertada por uma cadeira ocorreu dentro da Federação União Progressista. Afonso Fernandes conquistou a última vaga do grupo com 9.593 votos, apenas 62 a mais que Whendy Lima, que recebeu 9.531 e ficou na primeira suplência da federação.
O resultado deixa a próxima composição da Assembleia formada integralmente por homens. No total, a Federação União Progressista terá nove deputados; o PL, quatro; o Republicanos, três; PSD e MDB, dois cada; e Federação Brasil da Esperança, Novo, PDT e Federação PSDB-Cidadania, uma cadeira cada.
Na disputa para a Câmara dos Deputados, o cenário foi diferente. Duas mulheres conquistaram mandato federal pelo Acre: Socorro Neri, do PP, com 39.587 votos, e Perpétua Almeida, do PCdoB, com 15.800. Elas ocuparão duas das oito vagas acreanas na Câmara a partir de 2027.
A eleição para o Governo do Acre será decidida no segundo turno entre Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos). Com 99,52% das seções totalizadas na noite deste domingo (4), Mailza aparecia na primeira colocação, com 49,76% dos votos válidos, enquanto Alan ocupava o segundo lugar, com 32,28%.
Às 18h32, horário local, o sistema de apuração registrava 2.259 das 2.270 seções do Acre já totalizadas. Mailza somava 217.576 votos. Alan Rick tinha 141.150 votos.
Mailza liderou a contagem durante a apuração e chegou próxima dos 50% necessários para encerrar a eleição no primeiro turno. Com a definição da disputa em duas etapas, a atual governadora enfrentará diretamente Alan Rick na segunda votação.
Tião Bocalom (PSDB) terminou a disputa fora do segundo turno. Na atualização anterior da apuração, ele aparecia na terceira colocação, seguido por Thor Dantas (PSB).
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Os eleitores acreanos voltarão às urnas para escolher entre Mailza Assis e Alan Rick quem comandará o Governo do Acre pelos próximos quatro anos.