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Política

“Saio com a felicidade de deixar um legado importante”: prestação de contas de Bocalom ocorre nesta quinta

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A prestação de contas dos cinco anos de gestão do prefeito Tião Bocalom (PSDB) ocorre nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, às 16h30, no AFA Jardim, no bairro Bosque, em Rio Branco, com a apresentação de resultados do período e a previsão de assinatura de termo de compromisso para novas intervenções na capital.

Na reta final do mandato, Bocalom tem ancorado o discurso no que chama de legado administrativo, com ênfase na reestruturação da capacidade operacional do município e na entrega de máquinas e equipamentos para a manutenção urbana e de ramais. Na segunda-feira, 30 de março, durante um ato em frente à sede do Executivo municipal, ele afirmou que deixará “um grande legado” e disse que a prefeitura precisava se tornar “verdadeiramente sustentável nos serviços que ela presta”.

No mesmo evento, Bocalom retomou o diagnóstico do início da gestão e disse que encontrou a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) “simplesmente quebrada”. “O próprio procurador disse um dia na reunião comigo, acabe com isso. Eu falei, negativo, nós vamos recuperar a Emurb”, declarou. Em outra fala, reforçou a narrativa de estruturação para o pós-mandato: “Eu saio da gestão com a felicidade de poder deixar um legado importante. Estamos preparando a prefeitura para cuidar melhor dos bairros, dos ramais e da cidade como um todo”, afirmou.

A prestação de contas desta quinta acontece às vésperas da renúncia formalizada por Bocalom, com efeitos a partir de 3 de abril, em movimento ligado ao calendário eleitoral de 2026. Na carta encaminhada à Câmara, ele disse que deixa o cargo após “muita reflexão” e afirmou que sai com “sentimento de missão cumprida”. Ao fazer o balanço do período, escreveu que entrega uma cidade “mais desenvolvida, menos desigual e mais inclusiva”, e declarou confiança de que o vice-prefeito Alysson Bestene dará continuidade às políticas adotadas na gestão.

Com a troca de comando marcada para a sexta-feira, a agenda de prestação de contas ganha peso político: encerra um ciclo e concentra a disputa de versões sobre entregas, prioridades e resultados do mandato, num ambiente em que a atuação de Bocalom à frente da capital passa a ser usada como credencial para o próximo movimento eleitoral no Estado.

Política

Apoio de Alysson a Mailza redesenha disputa pelo segundo turno no Acre

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O segundo turno para o Governo do Acre começou a reorganizar as principais forças políticas do estado nesta segunda-feira (5). Prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene (PP) anunciou apoio à governadora Mailza Assis (PP) e afirmou que entrará na campanha pela reeleição da correligionária contra o senador Alan Rick (Republicanos).

A decisão coloca o comando da Prefeitura de Rio Branco diretamente na disputa eleitoral. A capital concentra o maior número de eleitores do Acre e será um dos principais territórios de busca por votos nas próximas semanas.

Ao confirmar a posição, Alysson disse que passará a defender publicamente a candidatura de Mailza. “O 11 que estava no meu coração agora também estará na minha boca”, declarou durante encontro político realizado na sede do Progressistas.

O movimento ocorre logo após Alan Rick manifestar interesse em conversar com o prefeito. O candidato do Republicanos havia lembrado o apoio dado a Alysson na eleição municipal de 2024 e afirmou, depois da apuração do primeiro turno, que buscaria seu apoio para a etapa final da eleição estadual.

A opção de Alysson por Mailza fecha uma das primeiras disputas por apoio abertas após o resultado das urnas. A partir de agora, o prefeito deverá participar das agendas da governadora e atuar principalmente na mobilização eleitoral em Rio Branco.

A decisão também aumenta a atenção sobre o posicionamento do ex-prefeito Tião Bocalom (PSDB), terceiro colocado na disputa pelo governo. Bocalom havia afirmado que conversaria com Alysson antes de definir qual caminho seguiria no segundo turno.

Mailza terminou o primeiro turno na primeira colocação, mas sem alcançar os votos necessários para encerrar a eleição. Alan Rick ficou em segundo e avançou para a nova votação. Com a disputa reduzida aos dois candidatos, partidos, prefeitos, parlamentares e grupos que ficaram fora do segundo turno passam a ser procurados pelas duas campanhas.

Foto: Sérgio Vale

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Política

Eleitor que não votou no primeiro turno poderá participar do segundo

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Quem não compareceu às urnas no primeiro turno das Eleições 2026 ainda poderá votar normalmente no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. A ausência registrada no último domingo (4) não impede o eleitor de participar da próxima etapa da eleição.

A regra ocorre porque cada turno é tratado pela Justiça Eleitoral de forma independente. Assim, mesmo quem faltou à primeira votação poderá comparecer no segundo turno, desde que esteja com a situação eleitoral regular.

O eleitor ausente também deverá justificar a falta referente ao primeiro turno. O prazo vai até 3 de dezembro de 2026. A justificativa pode ser apresentada pelos canais disponibilizados pela Justiça Eleitoral ou diretamente em um cartório eleitoral.

Caso o eleitor também não vote no segundo turno, será necessário justificar novamente, já que as ausências são contabilizadas separadamente. Para a votação de 25 de outubro, o prazo para apresentar a justificativa termina em 8 de janeiro de 2027.

A falta sem justificativa pode gerar multa e outras pendências eleitorais. O cancelamento do título pode ocorrer quando o eleitor deixa de votar em três eleições consecutivas sem justificar a ausência ou regularizar a situação, considerando que cada turno corresponde a uma eleição.

No Acre, onde haverá segundo turno para a escolha do próximo governador, quem não participou da votação do dia 4 poderá retornar às urnas no dia 25 e votar normalmente na disputa estadual.

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Política

Acre elege 24 homens e deixa mulheres fora da Assembleia Legislativa

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O Acre não elegeu nenhuma mulher para a Assembleia Legislativa nas eleições deste domingo (4). Com 100% das 2.270 seções totalizadas, as 24 cadeiras da próxima legislatura ficaram com candidatos homens, deixando a Aleac sem representação feminina entre os titulares a partir de 2027.

A maior bancada será formada pela Federação União Progressista, que conquistou nove vagas. Foram eleitos Nicolau Júnior, Fagner Calegario, Clodoaldo Rodrigues, André da Droga Vale, Manoel Moraes, Adailton Cruz, Samir Bestene, Tio Pablo Bregense e Afonso Fernandes.

O PL terá quatro deputados estaduais: Chiquinho do Duda, Arlenilson Cunha, Raimundo Neném e Gláucio Pedrosa. O Republicanos elegeu três nomes: Eduardo Ribeiro, Gene Diniz e Tadeu Hassem.

PSD e MDB conquistaram duas cadeiras cada. Pelo PSD, foram eleitos Jailson Amorim, com 5.158 votos, e Antonio Pedro, com 5.118. No MDB, as vagas ficaram com Marcus Alexandre, que recebeu 12.872 votos, e Tanizio Sá, com 12.023. Antonia Sales, também do MDB, recebeu 5.809 votos e ficou na suplência.

As demais cadeiras foram conquistadas por Edvaldo Magalhães, do PCdoB, com 9.273 votos; Emerson Jarude, do Novo, com 9.434; Tchê, do PDT, com 10.003; e Leôncio Castro, do PSDB, com 4.933. Taiane Santos, do PDT, obteve 2.748 votos e ficou na suplência da legenda.

A disputa mais apertada por uma cadeira ocorreu dentro da Federação União Progressista. Afonso Fernandes conquistou a última vaga do grupo com 9.593 votos, apenas 62 a mais que Whendy Lima, que recebeu 9.531 e ficou na primeira suplência da federação.

O resultado deixa a próxima composição da Assembleia formada integralmente por homens. No total, a Federação União Progressista terá nove deputados; o PL, quatro; o Republicanos, três; PSD e MDB, dois cada; e Federação Brasil da Esperança, Novo, PDT e Federação PSDB-Cidadania, uma cadeira cada.

Na disputa para a Câmara dos Deputados, o cenário foi diferente. Duas mulheres conquistaram mandato federal pelo Acre: Socorro Neri, do PP, com 39.587 votos, e Perpétua Almeida, do PCdoB, com 15.800. Elas ocuparão duas das oito vagas acreanas na Câmara a partir de 2027.

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