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Saúde

SUS começa a oferecer nove novos medicamentos contra o câncer

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O Ministério da Saúde iniciou nesta terça-feira (20) a oferta de nove medicamentos oncológicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), destinados a 13 modalidades de tratamento contra o câncer. A medida deve beneficiar mais de 116 mil pacientes em todo o Brasil. A distribuição começa por 20 centros especializados, mas o Acre não está entre os estados contemplados nesta primeira etapa.

Os medicamentos serão disponibilizados inicialmente em unidades de 16 estados e do Distrito Federal. Entre os estados da Região Norte, Pará, Amazonas e Tocantins estão incluídos. O governo federal prevê ampliar a distribuição para os demais centros de tratamento oncológico do país até dezembro de 2026.

Os novos medicamentos atendem pacientes com diferentes tipos de câncer, incluindo tumores de mama, próstata, pulmão, estômago, rim e tireoide, além de leucemias, linfomas e tumores neuroendócrinos. Entre os produtos incorporados estão trastuzumabe, abemaciclibe, rituximabe, abiraterona, gefitinibe, pazopanibe, sunitinibe, acetato de lanreotida e alfatirotropina.

O investimento anual na aquisição desses nove medicamentos será de R$ 155,4 milhões. A expectativa do Ministério da Saúde é incorporar, até o fim deste ano, um total de 23 medicamentos oncológicos, ampliando em 35% as alternativas de tratamento disponíveis na rede pública. O impacto financeiro estimado para o conjunto das incorporações chega a R$ 4 bilhões por ano.

Durante o anúncio, realizado em São Paulo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a ampliação dos tratamentos busca garantir o acesso dos pacientes a medicamentos, exames e diagnósticos. Os novos produtos poderão ser utilizados conforme o tipo de tumor, o estágio da doença e as condições clínicas de cada paciente, inclusive para reduzir o risco de retorno do câncer após procedimentos cirúrgicos.

Além dos medicamentos, o Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 400 mil testes para rastreamento do câncer colorretal. Os exames serão destinados à identificação de possíveis casos da doença em homens e mulheres de 50 a 75 anos sem sintomas, permitindo encaminhamento para colonoscopia quando necessário.

Outra medida é a ampliação do rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste de DNA-HPV. O governo também passará a financiar cirurgias videotorácicas oncológicas, utilizadas principalmente no tratamento do câncer de pulmão.

No Acre, a chegada dos novos medicamentos dependerá da expansão da distribuição para os serviços oncológicos que atendem pacientes pelo SUS. O Ministério da Saúde ainda não informou uma data específica para o início da oferta no estado.

Acre

Casos graves de Covid-19 perdem força no Acre, aponta Fiocruz

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O aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados à Covid-19 perdeu força no Acre, segundo o novo Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (15). O levantamento considera a Semana Epidemiológica 40, de 4 a 10 de outubro, e mostra uma desaceleração no crescimento das ocorrências graves provocadas pelo coronavírus no estado.

Além do Acre, Goiás, Distrito Federal e São Paulo também registraram redução na tendência de crescimento dos casos graves de Covid-19 observada na semana anterior. No Mato Grosso, a doença ainda apresenta um leve sinal de aumento, mas a incidência permanece baixa.

O cenário nacional também apresenta sinais de estabilização. De acordo com a Fiocruz, apenas Sergipe reúne incidência de SRAG em nível de alerta e tendência de crescimento nas últimas seis semanas. O aumento ocorre principalmente entre crianças menores de dois anos e está associado ao metapneumovírus.

O boletim mostra ainda que nenhuma capital brasileira apresenta, simultaneamente, incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco e tendência de crescimento no longo prazo. Rio Branco, que aparecia entre as capitais em situação de atenção nas semanas anteriores, ficou fora dessa classificação.

Apesar da melhora, seis capitais continuam com incidência elevada de SRAG, mas sem crescimento sustentado: Aracaju, Boa Vista, Cuiabá, Florianópolis, João Pessoa e Porto Alegre.

Em todo o Brasil, já foram notificados 163.241 casos de SRAG em 2026. Desse total, 87.618 tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, o equivalente a 53,7% das notificações. Outros 59.131 apresentaram resultado negativo, enquanto pelo menos 7.302 aguardavam confirmação laboratorial.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o rinovírus respondeu por 53% dos casos positivos, seguido pelo vírus sincicial respiratório (14,3%), influenza B (5,7%), Covid-19 (4,8%) e influenza A (2,8%).

A Fiocruz reforça que, mesmo diante da desaceleração dos casos, a vacinação continua sendo uma das principais medidas de prevenção contra complicações respiratórias. A orientação é que os grupos prioritários mantenham a imunização contra a Covid-19 atualizada e que gestantes recebam a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR).

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Acre

Mulher com sarampo recebe alta médica no Acre, mas bebê de 11 meses segue em estado grave

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Uma mulher de 30 anos diagnosticada com sarampo recebeu alta médica nesta terça-feira (13), em Rio Branco, após se recuperar da doença. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) nesta quarta-feira (14). Já uma criança de 11 meses, que também teve o diagnóstico confirmado, permanece internada em estado grave, sem previsão de alta.

De acordo com a Sesacre, a mulher está completamente recuperada e não apresenta mais sinais da infecção. O bebê continua sob cuidados médicos na Unidade de Cuidado Intermediário (UCI).

Os dois pacientes são moradores de Puerto Maldonado, no Peru, e foram atendidos na capital acreana após passarem pelos municípios de Assis Brasil e Brasileia, na região de fronteira.

Os casos foram confirmados na quinta-feira (8) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), após exames laboratoriais identificarem a presença do vírus do sarampo. As autoridades de saúde iniciaram uma investigação epidemiológica para identificar o provável local de infecção e monitorar pessoas que tiveram contato com os pacientes.

A suspeita inicial é de que a contaminação tenha ocorrido fora do território brasileiro, mas a classificação definitiva dos casos depende da conclusão da investigação.

Diante dos diagnósticos, as autoridades de saúde reforçaram as ações de vigilância epidemiológica e prevenção. Entre as medidas estão o monitoramento de contatos e o bloqueio vacinal em locais de possível exposição ao vírus.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, que pode provocar complicações graves, principalmente em crianças pequenas. Os principais sintomas incluem febre, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e irritação nos olhos.

A Sesacre orienta a população a verificar a caderneta de vacinação e procurar as unidades de saúde para atualizar as doses necessárias. Pessoas que apresentarem sintomas devem buscar atendimento médico e informar eventuais viagens recentes ou contato com pacientes suspeitos de sarampo.

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Rio Branco

Rio Branco vacina mais de 30 mil crianças e supera atendimentos de 2025

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A rede municipal de saúde de Rio Branco já vacinou 30.058 crianças entre janeiro e outubro de 2026. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (12), Dia das Crianças, e fazem parte das ações desenvolvidas pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, para ampliar a imunização e o acompanhamento da saúde infantil.

Além da vacinação, o município registrou mais de 49 mil atendimentos odontológicos e quase 27 mil consultas de enfermagem voltados ao público infantil. Em dez meses, os dois serviços já ultrapassaram os totais contabilizados durante todo o ano de 2025.

Na Atenção Primária à Saúde, foram realizadas 41.035 consultas médicas, enquanto os serviços especializados somaram outros 1.212 atendimentos. A rede municipal também contabilizou 1.276 triagens neonatais, procedimentos utilizados para identificar possíveis alterações de saúde nos primeiros dias de vida dos recém-nascidos.

A vacinação permanece entre as principais medidas de prevenção de doenças na infância. As equipes municipais continuam aplicando as doses previstas no calendário nacional de imunização e orientando pais e responsáveis sobre a necessidade de manter a caderneta vacinal atualizada.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, afirmou que o trabalho envolve tanto a aplicação de vacinas quanto o acompanhamento do desenvolvimento das crianças.

“Nosso trabalho é vacinar, prevenir e proteger. A gestão do prefeito Alysson Bestene mobiliza as equipes, amplia o acesso aos serviços e orienta os pais sobre a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. Seguimos trabalhando para prevenir doenças, fortalecer a assistência e cuidar da saúde de nossas crianças”, declarou.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pais e responsáveis procurem as unidades de saúde para verificar a situação vacinal dos filhos e atualizar eventuais doses pendentes, de acordo com a faixa etária.

Os atendimentos continuam sendo realizados ao longo do ano nas unidades municipais, incluindo vacinação, consultas médicas, acompanhamento de enfermagem e assistência odontológica.

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