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Política

Candidatos ao governo do Acre abrem campanha com adesivaços, atos no interior e mobilização digital

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Os candidatos ao governo do Acre iniciaram neste domingo, 16 de agosto, o primeiro dia oficial de campanha eleitoral com agendas em Rio Branco, Tarauacá, Feijó e mobilizações conectadas pela internet. Mailza Assis, Tião Bocalom, Alan Rick e Thor Dantas abriram a corrida pelo Palácio Rio Branco em atos de rua, carreatas, adesivaços, lançamento de comitês e reuniões com apoiadores, no primeiro dia em que a Justiça Eleitoral autoriza propaganda nas ruas e na internet.

A governadora Mailza Assis, candidata à reeleição pelo Progressistas, levou a chapa governista para um adesivaço na Praça da Semsur, na Baixada da Sobral, em Rio Branco. A atividade reuniu a candidata a vice, Jéssica Sales, do MDB, e os candidatos ao Senado Gladson Cameli e Márcio Bittar. O grupo também organizou ações simultâneas em sete pontos da capital, com equipes nas regiões do Centro e Aviário, Ponte de Concreto, Sobral, Calafate, Dias Martins, Bosque, Floresta e Irineu Serra.

No ato da Baixada da Sobral, Mailza afirmou que a campanha vai percorrer os municípios acreanos. “Vamos percorrer os quatro cantos do nosso estado, levando uma mensagem de carinho, de trabalho e de esperança”, disse. Jéssica Sales participou da agenda ao lado da governadora, enquanto Gladson Cameli defendeu uma campanha de contato direto com os eleitores. A coligação também prepara agenda no Vale do Juruá, com ato em Cruzeiro do Sul previsto para a próxima semana.

Tião Bocalom, candidato do PSDB, começou o dia na Catedral Nossa Senhora de Nazaré, no Centro de Rio Branco, ao lado da esposa, Kellen Nunes. Depois, passou pelo Mercado da Estação Experimental, conversou com feirantes e participou de agendas de panfletagem e adesivagem em pontos da capital, como a Praça São Francisco, o Viaduto Mamedio Bittar e a Gameleira.

No período da tarde, Bocalom comandou uma carreata em Rio Branco. A concentração ocorreu no bairro Universitário e a saída foi registrada por volta das 16h15. O comboio percorreu vias da capital, passou por bairros como Mocinha Magalhães e Rui Lino, seguiu pelo elevado Beth Bocalom e avançou em direção ao Jardim Primavera. O encerramento foi programado para a região da Faculdade Meta. Antes da saída, Bocalom apareceu em uma caminhonete ao lado de Kellen Nunes e de aliados, entre eles João Marcos Luz e Leôncio Castro. “É uma multidão. Está vendo aí a quantidade de carros? É a esperança do nosso povo que está aqui representada”, declarou.

Alan Rick, candidato do Republicanos, concentrou a largada no interior. Pela manhã, ele abriu a agenda em Tarauacá com uma cicleata que saiu da região do aeroporto e terminou na Casa 10, comitê da coligação Trabalho da Esperança no município. À tarde, participou do lançamento da candidatura de Zé Maria a deputado estadual, no Swing Clube.

No fim da tarde, Alan Rick seguiu para Feijó, onde encerrou o primeiro dia de campanha com uma carreata pelas ruas centrais. Carros, motos e bicicletas acompanharam o percurso, que terminou no Contorno Beira Rio, local do lançamento da campanha à reeleição do deputado federal Roberto Duarte. Alan esteve em carro aberto ao lado do vice Rico Leite, do prefeito Railson Ferreira, dos candidatos ao Senado Mara Rocha e Sérgio Petecão e de candidatos proporcionais. “Feijó está no nosso coração, que bate forte pelo Acre”, afirmou. A campanha de Alan Rick chega a Rio Branco nesta segunda-feira, 17, com adesivaço no Segundo Distrito e comício no bairro Canaã.

Thor Dantas, candidato do PSB, abriu a campanha pela Frente Ampla pelo Acre em uma mobilização digital integrada ao ato nacional de lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Em Rio Branco, Thor participou da atividade ao lado da candidata a vice, Socorro Rodrigues, do ex-governador Binho Marques, dirigentes partidários, candidatos e militantes. Jorge Viana, candidato ao Senado pelo PT, acompanhou o evento nacional em São Paulo e participou da transmissão.

A mobilização da Frente Ampla conectou apoiadores dos 22 municípios acreanos por meio da chamada Super Live. Durante o ato, Thor defendeu mudança na condução do Estado e pediu voto aos eleitores. “Finalmente, eu posso dizer: me dê o seu voto de confiança, porque a gente vai mudar esse Acre”, disse. A chapa reúne PSB, Podemos e partidos da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

A largada da campanha mostrou estratégias diferentes entre os quatro principais nomes da disputa. Mailza apostou na presença da estrutura governista na capital e na construção de agendas regionais. Bocalom reforçou a força de rua em Rio Branco, cidade que governou antes de entrar na disputa estadual. Alan Rick priorizou Tarauacá e Feijó antes do primeiro ato na capital. Thor Dantas vinculou sua campanha à mobilização nacional da esquerda e à participação dos aliados nos municípios.

A propaganda eleitoral começou oficialmente neste domingo. A partir de agora, candidatos podem pedir votos nas ruas e na internet, realizar caminhadas, carreatas, comícios, adesivaços e impulsionar conteúdo eleitoral dentro das regras da Justiça Eleitoral. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa em 28 de agosto e segue até 1º de outubro. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, e o segundo turno, se houver, será em 25 de outubro.

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Jornalistas sofreram mais de 14 mil ataques nas redes durante o primeiro turno das eleições

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A violência contra jornalistas nas redes sociais ganhou força durante a campanha eleitoral de 2026. Entre 16 de agosto e 4 de outubro, foram registrados 14.182 ataques contra profissionais de imprensa e veículos de comunicação no Brasil. As mulheres foram as principais vítimas das agressões direcionadas individualmente a jornalistas, concentrando quase 65% dos casos.

Os números fazem parte de um levantamento da Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor), em parceria com o Laboratório de Internet e Ciência de Dados (Labic), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio).

Durante os 50 dias de monitoramento, a pesquisa analisou aproximadamente 3,7 milhões de publicações no X e no Instagram. A média foi de 283 ataques por dia, envolvendo desde tentativas de desacreditar reportagens até ofensas pessoais, ameaças e mensagens de intimidação.

A quantidade de ataques cresceu com a aproximação da votação. Nos primeiros 15 dias analisados, foram contabilizadas 2.630 ocorrências. Na quinzena seguinte, o número subiu para cerca de 4,4 mil, aumento de 67,3%. Somente na última semana antes do primeiro turno, foram registrados 4.537 ataques.

A violência contra mulheres jornalistas também chamou a atenção dos pesquisadores. Dos 3.106 ataques direcionados a profissionais identificados individualmente, 2.013 tiveram mulheres como alvo. As agressões incluíram ofensas misóginas, insultos sexuais e ameaças de violência física.

A disputa presidencial concentrou quase 80% dos ataques em que foi possível identificar o contexto eleitoral. Parte das publicações buscava associar jornalistas e veículos a interesses partidários, utilizando acusações de manipulação de informações e divulgação de notícias falsas.

O levantamento também identificou episódios de intimidação contra profissionais durante a apuração de reportagens. Em alguns casos, jornalistas passaram a ser atacados depois de procurar fontes para entrevistas ou solicitar esclarecimentos sobre assuntos de interesse público.

A Coalizão em Defesa do Jornalismo reúne organizações como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Repórteres sem Fronteiras.

Para as entidades, o crescimento das agressões digitais durante as eleições representa uma ameaça à liberdade de imprensa. Além de atingir diretamente os profissionais, os ataques podem dificultar o trabalho de apuração e o acesso da população a informações sobre candidatos, governos e processos eleitorais.

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Política

Senado marca para quarta-feira votação da PEC que acaba com a escala 6×1

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O Senado Federal deve votar na próxima quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. A data foi definida pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e marca o início da votação em plenário de uma das principais pautas trabalhistas defendidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A PEC 221/2019 estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários. A mudança substituiria a escala de seis dias de trabalho por um de folga pelo modelo de cinco dias de trabalho e dois de descanso.

A implementação seria gradual. Nos primeiros 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada máxima passaria para 42 horas semanais, com a garantia de duas folgas. Após mais 12 meses, o limite cairia para 40 horas. O texto também prevê regras específicas para determinadas categorias profissionais.

Ao anunciar a votação, Alcolumbre afirmou que está cumprindo o compromisso de colocar a proposta em pauta “com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental”.

A proposta já foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados, em maio deste ano, e recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. Agora, precisa conquistar pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores, em duas votações.

A votação ocorre em meio à disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que se enfrentam no segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. A base governista busca acelerar a tramitação para concluir a votação antes da eleição, enquanto integrantes da oposição questionam a mudança no calendário e defendem alternativas para a organização da jornada de trabalho.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), trabalha para reunir apoio a um calendário especial que permita antecipar a segunda votação. Pelo rito normal, a PEC precisa passar por três novas sessões de discussão após a aprovação em primeiro turno.

Caso receba os votos necessários nas duas etapas, sem alterações em relação ao texto aprovado pela Câmara, a proposta poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial.

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Política

Números de 13 e 22 Bolsonaro somam mais de 29 mil votos nulos para governador no Acre

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Mais de 29 mil eleitores acreanos digitaram os números 13 e 22 na votação para governador no primeiro turno das eleições de 2026, realizado no último domingo (4). Como nenhum candidato ao governo estadual concorria com essas numerações, os votos foram anulados. Os dois números são associados aos partidos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL), que disputam a Presidência da República.

Ao todo, foram registrados 29.085 votos nulos com essas duas numerações. O número 22 apareceu 19.428 vezes, enquanto o 13 foi digitado por 9.657 eleitores. Os dados fazem parte de um levantamento realizado a partir dos Registros Digitais de Voto (RDVs) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), abrangendo 2.270 seções eleitorais dos 22 municípios do Acre.

A quantidade de votos registrados com esses números chama a atenção porque nenhum dos dois partidos apresentou candidato próprio ao governo estadual. O PL integra a coligação da governadora Mailza Assis (PP), enquanto o PT participou da disputa por meio da Federação Brasil da Esperança, que apoiou a candidatura de Thor Dantas (PSB).

Os registros não permitem identificar se os eleitores confundiram os números utilizados na eleição presidencial com os da disputa estadual ou se decidiram anular o voto de maneira intencional. O sistema eleitoral preserva o sigilo das escolhas e não permite relacionar os votos de uma mesma pessoa para diferentes cargos.

Na disputa pelo Governo do Acre, Mailza Assis terminou o primeiro turno com 218.760 votos, equivalentes a 49,76% dos válidos. Alan Rick (Republicanos) recebeu 141.859 votos, ou 32,27%. Os dois candidatos disputarão o segundo turno no próximo dia 25 de outubro.

Os votos nulos não entram no cálculo dos votos válidos, utilizado pela Justiça Eleitoral para definir os resultados. A anulação do voto para governador também não interfere na votação para presidente, senador ou deputado, já que cada cargo é contabilizado separadamente.

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