Os candidatos à Presidência da República iniciaram neste domingo, 16 de agosto, as atividades de campanha permitidas pela Justiça Eleitoral. Os primeiros atos ocorreram em cidades e regiões ligadas à trajetória política dos concorrentes, com discursos voltados à mobilização de apoiadores e à apresentação das principais bandeiras para a disputa de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, abriu a campanha em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O ato ocorreu no Estádio da Vila Euclides, local associado à trajetória sindical de Lula e às mobilizações de trabalhadores metalúrgicos no fim da década de 1970. No discurso, o presidente tratou de soberania nacional, programas sociais, segurança pública e participação da militância durante a campanha.
Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, escolheu a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para o primeiro ato. O senador participou da atividade ao lado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, familiares e apoiadores. Ele afirmou que pretende dar continuidade ao projeto político de Jair Bolsonaro e apresentou propostas relacionadas à segurança pública, ao combate ao crime organizado, à redução da idade penal e à diminuição de gastos e cargos na administração federal.
Ronaldo Caiado, do PSD, iniciou a campanha em Goiás, estado que governou até março deste ano. A agenda passou por cidades do Entorno do Distrito Federal, entre elas Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental, com encerramento em Luziânia. Caiado reforçou a oposição ao governo Lula e afirmou que não apoiará o petista em um eventual segundo turno caso não avance na disputa.
Em Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, começou a campanha em Montes Claros, no norte do estado. O ex-governador participou de uma missa e de um encontro com candidatos do partido à Câmara dos Deputados. Segurança pública, combate à corrupção e críticas à gestão federal fizeram parte do discurso apresentado aos apoiadores.
Renan Santos, do Missão, realizou o primeiro ato no Largo São Francisco, na região central de São Paulo. O candidato falou sobre empreendedorismo e segurança pública e criticou políticas de assistência social que, na avaliação dele, ampliam a dependência da população em relação ao Estado.
Também em São Paulo, Hertz Dias, do PSTU, participou de uma caminhada pela Avenida Paulista e de atividades em São José dos Campos. Entre as propostas defendidas pelo candidato está a reestatização de empresas consideradas estratégicas para o país.
Augusto Cury, do Avante, abriu a campanha em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O candidato concentrou o discurso em propostas para a saúde e defendeu uma atuação política que ultrapasse a polarização entre direita e esquerda.
Samara Martins, da Unidade Popular, realizou um evento de lançamento de campanha em São Paulo. Edmilson Costa, do PCB, programou para este domingo uma atividade de campanha pela internet.
A propaganda eleitoral está autorizada desde este domingo. Os candidatos podem realizar atos públicos, distribuir material de campanha e pedir votos dentro das regras estabelecidas pela legislação eleitoral. Os comícios poderão ocorrer até 1º de outubro, enquanto a campanha do primeiro turno segue até 3 de outubro, véspera da votação.
O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) realiza na terça-feira (18), às 9h, em Rio Branco, uma audiência pública para definir o plano de mídia da propaganda eleitoral gratuita das Eleições Gerais de 2026. O encontro será no plenário da sede do tribunal e vai organizar a distribuição do tempo e a ordem de veiculação da propaganda no rádio e na televisão.
A reunião terá a participação de representantes das emissoras de rádio e televisão com alcance no Acre, além de partidos políticos, federações e coligações que registraram candidaturas para a disputa eleitoral deste ano.
Durante a audiência, será elaborado o plano de mídia, documento que estabelece como será dividido o tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita e como ocorrerá a veiculação dos programas ao longo da campanha. A distribuição seguirá os critérios previstos na legislação eleitoral.
A convocação foi formalizada por edital assinado pela juíza Isabelle Sacramento Torturela, auxiliar da Presidência do TRE-AC. Os representantes das emissoras e das agremiações políticas deverão apresentar documento oficial de identificação e comprovação de que estão autorizados a representar as respectivas instituições.
A audiência será realizada na sede do TRE-AC, localizada na Alameda Ministro Miguel Ferrante, nº 224, bairro Portal da Amazônia, em Rio Branco. A definição do plano de mídia integra os preparativos da Justiça Eleitoral para a transmissão da propaganda gratuita durante a campanha das Eleições Gerais de 2026.
Pré-candidato a vice-governador do Acre na chapa de Tião Bocalom, Sargento Adonis leva para a disputa estadual uma trajetória que começou no Alto Juruá, passou pelo trabalho ainda na infância, pela Polícia Militar e chegou à política. Ao falar sobre a própria história, ele relaciona a origem familiar e as dificuldades enfrentadas desde cedo à formação de seu caráter e à maneira como conduz a vida pública.
Filho de um regatão de Marechal Thaumaturgo e de uma mulher nascida em Porto Walter, Adonis nasceu dentro de um batelão, na comunidade Belo Jardim, acima da foz do Rio Tejo. Os pais percorriam os rios comprando e vendendo mercadorias para comunidades isoladas.
“Eu sou resultado desse amor e nasci dentro de um batelão, no Alto Rio Juruá, numa comunidade por nome Belo Jardim”, conta.
A família deixou a embarcação quando Adonis ainda era criança para que os filhos pudessem estudar. Aos 12 anos, ele já trabalhava retirando areia, vendendo bolinhos de trigo e comercializando produtos pelas ruas de Cruzeiro do Sul.
“Eu comecei a trabalhar quando tinha 12 anos de idade. Vendia bolinho de trigo na rua e outras coisas para ter o meu dinheirinho, levar para a escola e comprar o meu lanche”, afirma.
Adonis diz que as experiências daquele período ajudaram a construir uma relação baseada em responsabilidade e cumprimento da palavra. Mais tarde, a entrada na Polícia Militar reforçou princípios que, segundo ele, já faziam parte de sua formação.
“O que me forjou a ser essa pessoa de caráter e ter essa personalidade firme não foi necessariamente o fato de eu ser policial militar. Logicamente, isso contribuiu. A hierarquia e a disciplina me deram mais robustez para ter esse posicionamento firme de dizer sim quando é sim e não quando é não”, declara.
Ele também coloca o respeito às diferenças entre os valores que pretende levar para a atuação política. “Eu não sou melhor do que ninguém, nem dono da razão. Posso não concordar com alguma coisa que você venha a me falar, mas vou defender o seu direito de falar. A gente vive em um país democrático. Para mim, o respeito está acima de tudo”, diz.
Depois de disputar a Prefeitura de Cruzeiro do Sul em 2020, Adonis agora se prepara para uma eleição estadual como pré-candidato a vice-governador ao lado de Tião Bocalom. A composição leva para a chapa um nome ligado ao Vale do Juruá e com trajetória construída entre o comércio, os estudos, a segurança pública e a política.
A entrevista completa com Sargento Adonis, com mais detalhes sobre sua história, visão política e participação na chapa de Tião Bocalom, está disponível no canal no YouTube.
O ex-governador Binho Marques anunciou que não integrará, como primeiro suplente, a chapa de Jorge Viana ao Senado nas eleições de 2026. Segundo ele, um erro relacionado a prazos e datas impediu o registro da candidatura.
Em carta aberta divulgada em agosto, Binho informou que acatará a decisão da Justiça e não pretende contestar o processo.
“Houve um erro técnico no registro da minha candidatura como primeiro suplente do senador Jorge Viana. Um erro de prazos, de datas, daqueles detalhes que não parecem importantes até o dia em que o juiz diz que são. Erramos”, declarou.
Foto: Sergio Vale
Mesmo fora da chapa, Binho afirmou que continuará participando da campanha eleitoral. Ele integrará a coordenação das candidaturas de Jorge Viana ao Senado e de Thor Dantas ao governo do Acre.
“Vou trabalhar mais ainda pela vitória da Frente Ampla, seja na coordenação das campanhas do Jorge e do Thor, seja nas ruas”, escreveu.
Binho também declarou apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. “Voto Jorge Viana senador. Voto Thor Dantas governador. Voto Lula presidente. E vou trabalhar todos os dias para que eles vençam”, afirmou.
Ex-secretário de Educação e ex-governador do Acre, Binho Marques também trabalhou no Ministério da Educação e em organizações do setor. Em sua trajetória, participou de discussões sobre o financiamento da educação básica, incluindo a criação do Valor Aluno Ano Total (VAAT), incorporado ao Fundeb.
Com a saída da suplência, Binho concentrará sua atuação eleitoral na coordenação política das campanhas apoiadas pela Frente Ampla no Acre.