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Cultura

Cartazes do movimento negro serão digitalizados e apresentados ao público

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Uma parceria firmada entre o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) e o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) vai digitalizar e expor mais de 250 cartazes usados em mobilizações do movimento negro, com início das atividades previsto para 17 de novembro, no Rio de Janeiro. A iniciativa ocorre no âmbito do Biênio Abdias Nascimento e busca ampliar o acesso público ao material histórico, preservando documentos produzidos ao longo de décadas por diferentes organizações negras.

O acervo reúne peças gráficas utilizadas em atos, campanhas e eventos organizados por entidades negras desde meados do século XX. A digitalização será realizada pelo Mast como parte do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre as instituições, que definiram a abertura da exposição Memória Negra em Cartaz(es) no próprio museu, em São Cristóvão. O público poderá acessar parte da coleção original e acompanhar debates sobre ausências e silenciamentos de pesquisadores negros no campo científico, tema da mesa Evocação dos Ausentes.

Segundo Clícea Maria Miranda, diretora de Preservação e Gestão do Acervo do Ipeafro, o trabalho conjunto reafirma o compromisso das instituições com a memória do movimento negro. Ela afirma que “a parceria com o Mast, uma instituição pública da área da ciência e tecnologia, revela o reconhecimento da atuação dos povos negros na construção da cultura, da história e das ciências no Brasil e no mundo” . Já Everaldo Pereira Frade, chefe do Serviço de Arquivo de História da Ciência do Mast, destaca que a preservação do acervo de Abdias Nascimento fortalece a atuação do museu e o posiciona como referência no tratamento de arquivos pessoais de cientistas negros. Para ele, Abdias é “um símbolo das lutas pela igualdade” e sua obra amplia o entendimento sobre a participação negra na produção científica.

A iniciativa integra o calendário oficial do Biênio Abdias Nascimento 2024-2025, organizado pelo Ipeafro. O período marca três datas centrais: os 110 anos de nascimento do ativista, os 80 anos do Teatro Experimental do Negro e os 75 anos do 1º Congresso do Negro Brasileiro. Abdias construiu trajetória que articula arte, política, formação intelectual e mobilização social, tendo criado o Teatro Experimental do Negro, o Museu de Arte Negra e o próprio Ipeafro, que hoje preserva seu acervo documental e iconográfico.

A digitalização e a abertura da exposição ampliam o acesso público a documentos que registram momentos fundamentais da organização do movimento negro, oferecendo base para pesquisas, ações educativas e iniciativas culturais. O Mast passa a incluir em seu acervo histórico um conjunto relevante de materiais produzidos por entidades e militantes negros, fortalecendo a preservação da memória social em arquivos públicos. A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar o debate sobre a presença negra nas ciências, artes e políticas públicas, estimulando pesquisas e novas formas de circulação do acervo.

Cultura

Circuito Junino tem três apresentações neste sábado no Quadrilhódromo de Rio Branco

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O 18º Circuito Junino de Rio Branco entra na reta final neste sábado, 20 de junho, com três apresentações no Quadrilhódromo, a partir das 19h30. A penúltima noite da segunda etapa reúne as quadrilhas Bagaceiros do São João, C.L na Roça e Escova Elétrica, em uma rodada que pode pesar na classificação do campeonato deste ano.

A programação leva à arena três grupos tradicionais do movimento junino acreano, em uma disputa marcada por coreografias, figurinos e encenações que mobilizam torcidas, familiares e admiradores da cultura popular. A rodada deste sábado ocorre dentro da segunda etapa da competição, que movimenta o calendário cultural da capital.

Além da disputa entre as quadrilhas, o circuito também aquece a economia criativa e reforça uma tradição que atravessa gerações em Rio Branco. O evento reúne público no Quadrilhódromo e mantém a festa junina como um dos principais encontros culturais do período na cidade.

A segunda etapa começou na sexta-feira e segue até domingo, quando outras quadrilhas encerram a rodada decisiva da temporada.

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Cultura

Lua e Vênus chamam atenção no céu com conjunção e ocultação em parte do Brasil

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A aproximação entre a Lua crescente e Vênus chamou a atenção de observadores na noite de quarta-feira, 17 de junho de 2026, em várias regiões do Brasil e de outros países das Américas. Logo após o pôr do sol, os dois astros apareceram muito próximos no horizonte oeste. Em parte da faixa de visibilidade, o encontro foi além da conjunção aparente e virou uma ocultação lunar, quando a Lua passou na frente de Vênus por alguns minutos.

A conjunção acontece quando dois corpos celestes parecem estar lado a lado no céu vistos da Terra, embora estejam separados por grandes distâncias no espaço. No caso desta quarta, o fenômeno ficou ainda mais marcante porque Vênus surgiu como um ponto muito brilhante ao lado do fino arco iluminado da Lua. Em áreas fora da faixa exata da ocultação, o público ainda conseguiu acompanhar a aproximação visual pouco depois do entardecer.

A cena também destacou a luz cinérea, brilho suave que deixa visível a parte escura da Lua. Esse efeito acontece quando a luz do Sol reflete na Terra e retorna para iluminar discretamente a superfície lunar que não recebe luz solar direta. O contraste entre a Lua crescente, a luz cinérea e o brilho intenso de Vênus ajudou a transformar o encontro em um dos registros mais vistosos do céu de junho.

Vênus, muitas vezes chamado de estrela-d’alva ou estrela vespertina, é na verdade um planeta e costuma se destacar por ser um dos objetos mais luminosos vistos da Terra. O fenômeno desta semana fez parte de uma sequência de alinhamentos observáveis neste mês, com a Lua passando também nas proximidades de Júpiter e Mercúrio.

Para observar formações desse tipo, a recomendação é procurar locais com horizonte oeste livre e pouca interferência de luz artificial logo após o pôr do sol. Em caso de uso de binóculos, câmeras com zoom ou telescópios, o cuidado principal é não apontar os equipamentos para regiões próximas ao Sol antes do anoitecer, por risco de lesão grave à visão.


Foto: Clube de Astronomia de Rondônia 

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Acre

Recitais da Escola de Música do Acre têm apresentações abertas ao público em Rio Branco

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Alunos da Escola de Música do Acre participam, de quarta-feira (17) a segunda-feira (22), dos Recitais Abertos, na sede da instituição, em Rio Branco, a partir das 10h. A programação reúne estudantes em formação musical e permite que familiares e a comunidade acompanhem o aprendizado desenvolvido nas aulas.

A atividade é realizada pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura, por meio da Emac, e integra a rotina pedagógica dos alunos. As apresentações funcionam como parte do processo de formação, com a prática de tocar diante do público e de lidar com a plateia.

O coordenador da Emac, Adson Barbosa, afirma que a experiência ajuda os estudantes a desenvolverem segurança na execução musical. “A apresentação ao público cria nos alunos um hábito, que é performar em frente às pessoas. É uma prática importante, porque faz parte da formação do músico estar em contato com a plateia”, disse.

Entre os participantes está Ricardo Asafe, aluno do curso de piano. Para ele, o estudo da música contribui para o desempenho em outras áreas. “No teclado, os movimentos para tocar desenvolvem a coordenação motora e o nosso raciocínio. Tanto o teclado, que eu toco, quanto os outros instrumentos são importantes, porque, assim como as matérias do colégio, precisamos ter foco e disciplina para aprender”, afirmou.

A Escola de Música do Acre atende estudantes da rede pública de ensino dos níveis fundamental e médio. A instituição também oferece musicalização infantil e aulas voltadas à comunidade no período da noite.

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